A maior parte dos moradores de Belo Horizonte planeja, em 2021, utilizar o 13ª salário para quitar dívidas e pagar contas atrasadas pelo sexto ano consecutivo. O dado foi divulgado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), ligada à UFMG.

De acordo com a pesquisa da Ipead, 35% dos moradores de BH que recebem o salário adicional pretendem utilizar o valor para o pagamento de dívidas. O destino é o mais citado desde que a pesquisa foi feita pela primeira vez nesses moldes, em 2016, porém, em 2021 foi registrado com maior percentual do que nos anos anteriores.

Mais de 52% das pessoas que responderam a pesquisa afirmara não receber o 13º salário ou benefício similar. O número é cerca de 8% maior do que em 2020.

Poupar para outros fins e poupar para os impostos do início do próximo ano, como IPTU e IPVA, aparecem como destinos mais respondidos em sequência, por 23% e 12% dos entrevistados, respectivamente.

As viagens aparecem na quarta posição e registraram o maior aumento em relação à pesquisa de 2020. No ano passado, apenas 3,42% dos entrevistados citou esse destino para o 13º salário e, em 2021, o número chegou a 10%. De acordo com a Ipead, a variação indica uma mudança no comportamento de consumo causada pela atenuação da pandemia de Covid-19.

Os demais destinos do 13º salário citados por quem respondeu a pesquisa foram: realizar investimentos financeiros, com 8%; não sabem, 7%; dar de entrada ou antecipar parcelas de financiamento (veículo, imóvel,empréstimos financeiros), com 3%; realizar compras para as comemorações do fim de ano (roupas, alimentos, bebidas, festas, etc), com 3%; e poupar para gastos escolares do próximo ano (matrícula, material escolar, etc), com 2%.

Nenhum entrevistado afirmou que gastará o 13º salário com compras de presentes de Natal e 1% afirmou já ter gasto o benefício recebido de forma antecipada ao longo do ano.

A pesquisa de destino do 13º salário é realizada desde 2015, sempre divulgada em outubro. Ela é aplicada juntamente com a do Índice de Confiança do Consumidor de Belo Horizonte (ICC BH), com os mesmos 210 consumidores escolhidos a partir de um dimensionamento amostral e recortes por sexo e renda familiar. 

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