A morte de uma criança de grupo indígena venezuelano, de 1 ano e sete meses, por Covid-19 em Belo Horizonte, será alvo de investigação do Comitê de Vigilância de Transmissão Vertical e da Mortalidade Fetal e Infantil. O caso aconteceu na terça-feira (26), mas a informação foi confirmada pela prefeitura da capital nesta quinta (28).

Nesta semana, a PBH se reuniu com autoridades e entidades para avaliar a situação dos migrantes na cidade. As medidas já executadas foram apresentadas e um novo encontro está previsto para novembro, para monitorar as ações. 

A situação dos refugiados foi denunciada pela Defensoria Pública de Minas Gerais, que defende a igualdade e dignidade humana, além de leis e tratados que falam da política para imigrações. Na segunda-feira (25), a defensora Rachel Aparecida de Aguiar Passos foi até o abrigo onde estão 74 imigrantes venezuelanos da etnia Warao. 

“O Abrigo São Paulo não possui estrutura adequada de hospedagem para famílias e principalmente para povos tradicionais, em franco desrespeito à legislação, tendo em vista a falta de política pública municipal de acolhimento de migrantes. O grupo encontra-se amontoado em local insalubre, separados apenas por uma tela de proteção dos demais abrigados”, explicou a defensora.

Ela ainda disse que, desde a chegada do grupo, há cerca de um mês, vários indígenas foram contaminados pela Covid-19. A morte da criança foi mais um motivo para o pedido de urgência no tratamento do tema.

A PBH, por sua vez, afirma que os indígenas venezuelanos foram trazidos de forma emergencial e que, desde então, equipes da Secretaria de Assistência Social começaram a visitar imóveis do município e até do governo do Estado para avaliar as condições técnicas de transferência do grupo. 

O Executivo ainda afirmou que a mudança está sendo negociada com os refugiados.

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