O valor médio da gasolina nos postos de combustíveis atingiu o maior valor desde 2002, quando a Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) começou a publicação semanal dos preços. Segundo levantamento do Observatório Social da Petrobras, a média de R$ 6,36 cobrada na última semana superou os R$ 6,25 vigentes em fevereiro de 2003, que era o maior valor até então.

O último reajuste foi anunciado pela estatal na segunda-feira (25), quando a gasolina passou a custar R$ 3,19 nas refinarias, em média, e o óleo diesel chegou a R$ 2,33. A Petrobras diz que a alta reflete na desvalorização do real em relação ao dólar, e já subiu o preço de venda em 74% só em 2021.

Como o levantamento da ANP é publicado sempre às sextas-feiras, a nova alta não foi incluída na pesquisa. O Observatório ainda aponta que o preço do diesel S-10 também atingiu patamares históricos, com o maior valor nas bombas desde que a média passou a ser divulgada em 2012.

O Observatório Social da Petrobras é uma iniciativa ligada a sindicatos de petroleiros, com teor crítico à política de alinhamento do preço dos combustíveis ao mercado internacional. Essa política vem sendo seguida pela estatal desde a gestão de Michel Temer na Presidência da República. Ela segue o Preço de Paridade de Importação (PPI), que simula o preço de importação dos produtos.

"Dessa forma, a variação do dólar e do barril de petróleo têm influência direta no cálculo dos combustíveis", afirma o Observatório. O cenário já foi responsável por três paralisações dos transportadores e caminhoneiros neste ano, e pode levar a novos atos inclusive a nível nacional.

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