As queimadas em setembro de 2021 nas Unidades de Conservação (UCs) em Minas superaram a média histórica dos últimos oito anos para o mesmo período. Ao todo, foram 271 incêndios, segundo o Instituto Estadual de Florestas (IEF). A média para esse mês, desde 2013, é de 224 registros.

De acordo com o gerente de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais do IEF, Rodrigo Belo, a maioria das ocorrências é provocada pela ação humana. Falta de chuva, tempo seco e altas temperaturas ajudam a explicar o aumento nos números, além de favorecer o alastramento das chamas e dificultar o combate.  

Dados parciais do IEF indicam que, ao longo deste ano, aproximadamente 6,4 mil hectares - equivalente a mais de 6 mil campos de futebol - já foram destruídos no Estado. 

A situação está longe de ser resolvida. A tendência é que outubro também apresente um número de queimadas superior à média histórica para o mês. A possibilidade de chuvas mais intensas, a partir da segunda quinzena, pode ser uma esperança de maior controle das UCs no período.

Crime

Quem coloca fogo intencionalmente em matas pode ser preso. A pena é de até quatro anos de detenção, além de multa. Recentemente, o Estado lançou uma força-tarefa para reforçar as ações de prevenção e combate.

*Com informações de Luiz Augusto Barros 

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