A facilitação do uso da malha ferroviária, a vacinação e a democracia foram alguns dos temas tratados pelo governador de Minas, Romeu Zema (Novo), durante reunião com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM), em Brasília, nesta quinta-feira (2). Outros chefes de estado também participaram do encontro.

“Muito provavelmente a medida provisória (MP) será aperfeiçoada e referendada pelo Congresso. Isso para Minas, que tem maior malha ferroviária do país, é fundamental”, falou Zema, em referência à MP publicada pela União nessa segunda (30) e que busca simplificar a liberação de uso privado de trechos curtos de ferrovias.

O governador também pontuou sobre dois temas de grande importância na atualidade, sendo eles a vacinação e o respeito à democracia. Segundo Zema, é necessário que o governo federal siga conduzindo o processo para que não ocorra "uma corrida ou um leilão de vacina", pois, caso contrário, estados e municípios com pouca condição financeira ficariam relegados.

Por fim, o chefe do Executivo estadual também tratou sobre a característica de inegociabilidade do exercício da democracia no Brasil. "É uma necessidade de todos os poderes terem humildade para fazer uma autocrítica", afirmou.

Em nota, Rodrigo Pacheco declarou que a democracia do país não pode ser negociada. O senador mineiro ainda ressaltou a importância da manutenção do diálogo entre os Poderes, as instituições e os entes federativos para que os esforços sejam concentrados para um ambiente propício ao desenvolvimento social e econômico.

"É muito importante que todos nós estejamos unidos, respeitando as divergências na busca de consenso, mas com um aspecto que, para todos nós, é inegociável, a democracia. Não se negocia a democracia. A democracia é uma realidade, o Estado de Direito é uma realidade e a sociedade já assimilou esses conceitos e esses valores nacionais. E estaremos todos unidos neste propósito de preservação da democracia no nosso país", destacou Pacheco. 

Além de Zema, participaram da reunião com o presidente do Senado, os governadores do Espírito Santo, Renato Casagrande; do Distrito Federal, Ibaneis Rocha; do Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja; do Pará, Helder Barbalho; e do Piauí, Wellington Dias.

"O diálogo é fundamental e é pilar da democracia. Não é possível interromper o diálogo com nenhum dos Poderes e instituições. E não é possível não ouvir os governadores", finalizou o senador.

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