Duas crianças foram brutalmente assassinadas em supostas práticas ritualísticas em Divinópolis, na região Central do Estado, e em Contagem, na Grande BH. A mãe das vítimas, de 31 anos, e o padrasto, de 25, foram presos e são apontados pela Polícia Civil como responsáveis pelos crimes. 

As investigações começaram após o corpo de uma menina, de 10, ser encontrado na segunda-feira (23) enrolado em uma capa de colchão debaixo da cama, em uma casa, em Contagem. De acordo com a PC, ela foi abusada sexualmente antes de ser vítima de um ritual religioso.

O padrasto das meninas foi preso pela ocultação do cadáver, no bairro Taquaril, na região Leste da capital mineira, e a mãe foi localizada em um hospital de BH, de onde saiu presa.

Confissão

Durante o interrogatório, o casal confessou o crime e admitiu que a criança não foi a primeira vítima deles. A mulher afirma que sofreu um aborto em fevereiro de 2021 e o homem, supostamente orientado por “entidades sobrenaturais”, atribuiu a situação à presença da filha mais nova da companheira, de 4 anos.

Os investigadores descobriram, ainda, que o casal planejou um suposto sacrifício ritualístico da criança menor, que foi morta em março em uma casa em Divinópolis, na presença da irmã mais velha. O corpo foi escondido em Contagem, e a família foi passar férias no litoral da Bahia logo depois. A polícia não deu detalhes sobre a investigação desse caso.

Crime bárbaro

A Polícia Civil acredita que a menina de 10 anos foi assassinada uma semana antes de o corpo ser encontrado. O padrasto, que alegou estar sob influência das “entidades espirituais”, agrediu a criança com chineladas, socos, golpes com pedaço de madeira e facadas. A vítima também teve o braço queimado com cigarros.

“Após as agressões, o casal ainda jantou no interior da residência com a criança viva e agonizando, deitada num colchão no chão. Na madrugada seguinte, a criança veio a óbito, sendo enrolada numa capa de colchão e colocada debaixo da cama do casal”, explicou o delegado Anderson Resende. 

Ainda segundo o chefe da investigação, o homem pretendia fugir para a Bahia, enquanto a mulher ficaria escondida em Contagem. O objetivo do casal seria culpar o ex-marido da criminosa, que é o pai das crianças.

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