A Justiça condenou nesta terça-feira (17) cinco dos seis acusados pela morte da balconista Deisiele de Cássia Roque, em 2019. As penas somadas chegam a quase 110 anos de reclusão. De acordo com a denúncia do Ministério Público (MP), nas redes sociais, a vítima se passava por membro de uma facção criminosa para enganar um dos envolvidos no crime.

O júri foi realizado na comarca de Poços de Caldas, no Sul de Minas, e durou mais de 16 horas. O julgamento terminou já durante a madrugada, por volta das 3h30 desta quarta-feira (18). 

O grupo foi acusado de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e organização criminosa. M.S.L, amiga da vítima, foi condenada a 20 anos e seis meses de prisão. S.C.R e R.O.R.S receberam a pena de 24 anos, F.W.F de 25 e R.A.C de 16 anos e seis meses. 

A sexta acusada teve o caso desmembrado e será julgada futuramente. 

Relembre o caso

O corpo da balconista foi encontrado na zona rural de Poços de Caldas em agosto de 2019, após familiares terem denunciado o desaparecimento dela em junho.

Segundo a Polícia Civil, a mulher teria usado um perfil falso nas redes sociais para conversar com a amiga. A vítima se passava por um homem, que estava preso por fazer parte de uma facção criminosa. 

Por meio do perfil falso, Deisiele começou um namoro virtual com M.S.L, a quem pedia dinheiro emprestado. O suposto namorado recebia os empréstimos através da balconista.

Durante uma viagem, M.S.L desconfiou que a amiga se passava pelo namorado ao ver uma notificação no celular. Ela, então, entrou para uma organização criminosa e pediu a morte da vítima. 

Conforme as investigações, Deisiele participou de um julgamento promovido pela facção. Ela foi obrigada a cavar a própria cova e depois foi assassinada a facadas. 

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