A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) informou nesta segunda-feira (16) que, após varredura, não encontrou nenhum indício da existência de escutas nos gabinetes dos deputados membros efetivos e suplentes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Cemig.

A busca se deu pela acusação do parlamentar Professor Cleiton (PSB) que, em 2 de agosto, alegou a existência de empresas que estariam espionando para intimidar a atuação na investigação.

“Ficamos sabendo que os deputados dos blocos independentes e os de oposição estão sendo investigados. Assessores de gabinete também estão recebendo telefonemas anônimos, mas isso não vai nos intimidar. Podem investigar minha vida pois não tenho nada a esconder”, denunciou o político, que é o vice-presidente e primeiro signatário do requerimento que deu origem à CPI. 

A varredura nos gabinetes foi realizada, pelas equipes técnicas da Polícia Legislativa, de quarta (11) a sexta-feira (13).

Entenda 

A CPI da Cemig foi motivada pela denúncia de ilegalidades desde a gestão de 2019. Dentre elas, estão as contratações diretas, sem licitação, de serviços de consultoria e assessoramento técnico.

Estão sendo realizadas investigações sobre 17 empresas. Os requerimentos também solicitam depoimentos de 11 executivos ou ex-executivos da estatal.

Leia mais:

Senador Carlos Viana diz que será candidato ao governo de Minas em 2022
Mensalidades de escolas particulares sobem até 5,35% em BH
14 governadores divulgam nota em defesa dos ministros do STF; Zema não assina