Ronaldo Batista, ex-vereador por Belo Horizonte, vai a júri popular acusado de ser o mandante do assassinato de Hamilton Dias Moura (MDB), sindicalista e vereador de Funilândia, na Região Central de Minas. Outros nove envolvidos estão incluídos no julgamento.

A decisão, publicada na quinta-feira (5), é do juiz Marcelo Rodrigues Fioravante. Batista está preso preventivamente desde outubro do ano passado, quando a Polícia Civil encerrou o inquérito.

Segundo as investigações, o ex-vereador foi líder de uma organização criminosa que executava fraudes e desviava dinheiro em sindicatos. Ele teria planejado o homicídio com colaboração de dois irmãos. 

O trio teria contratado dois homens para executar o crime por R$ 40 mil. Hamilton Moura foi assassinado a tiros no dia 23 de julho, dentro do carro, próximo a uma estação de metrô, na região Oeste da capital.

Motivação

Segundo a acusação, uma rivalidade iniciada há 10 anos teria sido a motivação. Na época, suspeito e vítima faziam parte do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário de Belo Horizonte e Região (STTRBH). Porém, quando Batista assumiu a presidência da organização, Moura foi afastado e fundou um novo sindicato.

Membros do STTRBH passaram a abandonar a entidade para se filiar ao grupo de Moura, ocasionando redução da receita do primeiro sindicato e problemas com ações judiciais.

O Hoje em Dia procurou a defesa do ex-vereador que afirmou desconhecer a decisão e que, por isso, não irá se pronunciar no momento.

A data do julgamento ainda será definida.

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