A Operação Acalanto, que combate a violência contra crianças e adolescentes, foi concluída nesta sexta-feira (16). No território mineiro, foram atendidas 1.978 vítimas, com 342 medidas protetivas solicitadas e 113 pessoas presas ou apreendidas. 

A ação, de nível nacional, começou em 4 de junho. A coordenação ficou a cargo da Secretaria de Operações Especiais (Seopi) e do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e teve a parceria do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH). 

O delegado Álvaro Homero Huertas dos Santos, coordenador de operações da Superintendência de Investigação e Polícia Judiciária (SIPJ), explica que os crimes contra crianças e adolescentes não são regionalizados e acontecem no mundo todo. “Em regra, esses crimes são praticados em meio familiar e a polícia precisa de informações para investigar, por isso, denunciar é de extrema importância”, afirma.

Em Minas, a operação mobilizou os 19 departamentos da Polícia Civil, além do Departamento Estadual de Investigação, Orientação e Proteção à Família (Defam). No total, 498 municípios participaram, escolhidos conforme a prioridade.  

“Buscamos diminuir a incidência desse tipo de crime. Para isso, contamos com os meios de comunicação, para divulgarem o teor do que é de fato um abuso sexual e assim conscientizar uma criança que pode estar na audiência”, diz o delegado Felipe Dias Falles Gomes Pinto, chefe da Divisão de Orientação e Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopad). Ele ressaltou que a operação deu mais visibilidade ao departamento, e foi importante para orientar e conscientizar as famílias a denunciarem.

As denúncias podem ser feitas pelos disques 100 e 181. Caso o indivíduo queira, é possível manter o anonimato. 

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