O secretário Municipal de Saúde de Belo Horizonte, Jackson Machado, prestou depoimento, nesta quinta-feira (24), à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, instalada na Câmara Municipal desde maio.

Ele foi convocado na condição de testemunha e questionado sobre a atuação da prefeitura e uso de recursos públicos no enfrentamento à pandemia na capital mineira. Durante o depoimento, Jackson deu detalhes sobre a vacinação contra a enfermidade em BH e afirmou que a capital tem guardado doses para garantir a imunização completa daqueles grupos já vacinados.

A informação foi dada após o secretário ser questionado pelo vereador Nikolas Ferreira de que a cidade teria um estoque de mais de 300 mil vacinas. “Nós não temos estoque. Nós guardamos algumas vacinas para a segunda dose, seguindo a recomendação do Ministério da Saúde. Em toda remessa a pasta divulga uma nota técnica aconselhando ou determinando qual será o uso daquelas vacinas”, disse Jackson.

O representante da pasta também falou sobre a ocupação de leitos de terapia intensiva destinados aos pacientes com Covid e informou que, em média, 35% deles são utilizados por moradores de outros municípios. Por essa razão, conforme Jackson, a Secretaria Municipal não “se queixa de ter vacinado 240 mil pessoas de outras cidades". 

“Quanto mais pessoas no Estado forem vacinadas, menor será a demanda por leitos de UTI em Belo Horizonte. E não há preferência. O critério que se usa para internar um paciente é a gravidade do seu quadro clínico. Essa é uma indicação exclusivamente de ordem médica e não geográfica”, concluiu.

A CPI tem como objetivo fiscalizar a regularidade das contratações e gastos realizados pela PBH durante o período de calamidade pública. A comissão é presidida pelo vereador Professor Juliano Lopes (PTC) e tem Irlan Melo (PSD) como relator. A partir da data de formação, a CPI tem o prazo de 120 dias para produzir relatório final e concluir os trabalhos, podendo pedir a prorrogação por mais 60 dias.

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