O secretário de Saúde de Belo Horizonte, Jackson Machado Pinto, afirmou que Minas tem recebido, proporcionalmente, menos medicamentos do chamado kit intubação do que outros estados, e que o governo "nada" tem feito para mudar o cenário. O gestor declarou que o assunto será denunciado aos ministérios Público e da Saúde.

A declaração foi dada durante coletiva de imprensa na tarde desta terça-feira (15), ocasião em que Pinto também reclamou que 50 mil doses da vacina contra a Covid-19 deixaram de ser distribuídas à capital pelo Estado na última remessa. 

"Sabemos que o Estado de São Paulo tem quase 10 mil leitos de UTI. Minas tem cerca de 4 mil. Mato Grosso do Sul tem 900 leitos e recebe proporcionalmente uma quantidade maior de kits de intubação do que São Paulo e Minas Gerais. O que Minas está fazendo para (resolver) isso? Nada", afirmou o chefe da pasta municipal. O kit é composto por medicamentos essenciais no procedimento de intubação dos pacientes graves com Covid-19.

Em nota, a SES-MG informou que disponibilizou 39.715 unidades de fentanila, remifentanila, cisatracúrio e atracúrio para 78 unidades hospitalares, em 68 municípios, no último dia 7. Conforme a pasta, os insumos são direcionados a instituições que se encontram com níveis de disponibilidade dos medicamentos considerados críticos.

A secretaria também afirmou que o monitoramento e a lista de hospitais e cidades contemplados com os medicamentos pode ser acompanhada no site do Estado. Clique aqui

Leia a nota na íntegra

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informa que no dia 07/06 foram disponibilizados para 78  unidades hospitalares, em 68 municípios, 39.715 unidades de fentanila, remifentanila, cisatracúrio e atracúrio. Os insumos são direcionados a instituições que se encontram com níveis de disponibilidade dos medicamentos considerados críticos.

Minas Gerais atua para que a alta demanda, no mercado, por medicamentos essenciais à sedação não afete a assistência aos pacientes com covid-19. O Estado recebe, do Ministério da Saúde, e distribui aos hospitais, estes medicamentos desde o início do mês de abril. A situação dos estoques de sedativos no estado ainda é crítica, apesar de observadas melhoras em relação a cenários anteriores.

A SES-MG esclarece que a competência da aquisição e controle de estoque de medicamentos de uso hospitalar é de cada prestador (hospitais, clínicas, etc). No caso dos medicamentos para o “kit intubação”, o esforço emergencial compete aos três entes: federal, estadual e municipal.
 
A SES-MG monitora os estoques e a distribuição de medicamentos utilizados para a sedação de pacientes com covid-19 em todas as unidades hospitalares no estado. O acompanhamento é feito a partir da autodeclaração e o preenchimento de formulário e os medicamentos são disponibilizados a partir do quantitativo nos estoques, conforme informado pelos hospitais.

A reportagem entrou em contato com o Ministério da Saúde, mas ainda não obteve retorno.

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