Todas as grávidas, puérperas e lactantes de Minas serão incluídas nos grupos prioritários da vacinação contra a Covid-19 a partir das próximas remessas de imunizantes enviadas pelo Ministério da Saúde. O objetivo, segundo o Estado, é ampliar a proteção: até então, apenas gestantes com comorbidades eram imunizadas no território mineiro.

A definição, divulgada nesta sexta-feira (11), também busca diminuir os números de gestantes, mulheres que tiveram bebê em até 45 dias ou que estão amamentando, infectadas pela Covid. Conforme a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), até 26 de abril deste ano, 2.662 grávidas testaram positivo para a doença causada pelo coronavírus em Minas. Dessas, 84 morreram.

"Mesmo aquelas que não tiverem problemas de saúde, podem se vacinar. Este é um público em que, ultimamente, tem sido constatado aumentado na mortalidade e letalidade pelo coronavírus, por isso a decisão do Estado em inclui-las como grupo prioritário", explicou Fábio Baccheretti, chefe da SES-MG.

O Estado, no entanto, não tem uma data para iniciar a campanha nesse público, dependendo do envio de mais doses pelo governo federal. Outra decisão é que as grávidas, puérperas e lactantes só poderão receber, por medida de segurança, vacinas que não contenham vetor viral, sendo elas a Pfizer e a CoronaVac.

Até então, antes da ampliação, a orientação para a vacinação das gestantes e lactantes, sem comorbidade era exclusiva para as que pertenciam a outros grupos prioritários, como o de trabalhadoras da Saúde ou de outros serviços essenciais, por exemplo. 

Na capital

Em Belo Horizonte, a Secretaria Municipal de Saúde informou que ainda não foi comunicada oficialmente sobre a nova deliberação. Apesar disso, declarou que retomará a vacinação de gestantes e puérperas com comorbidades a partir de segunda-feira (14).

"De acordo com as orientações do Ministério da Saúde, podem se vacinar somente as gestantes com comorbidades ou que estejam especificadas, conforme o decreto federal 10.282, como trabalhadoras de serviços essenciais, desde que tenha a avaliação individual de risco benefício realizada em conjunto com o médico", informou a pasta, em nota.

A PBH também afirmou que, além da orientação, aguarda as doses necessárias para vacinar gestantes e puérperas sem comorbidades e reafirma a "disponibilidade de pessoal e de todos os insumos necessários para a imediata continuidade do processo".

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