Cerca de 15 mil profissionais da educação devem ser vacinados contra a Covid-19 em Belo Horizonte durante o feriado prolongado de Corpus Christi. A imunização acontece nos postos de saúde e em oito pontos de drive-thru. Com a ampliação da proteção dos professores, a pressão pela volta às aulas presenciais das demais séries também cresce na capital.

Hoje, trabalhadores do ensino médio, profissionalizante e Educação para Jovens e Adultos (EJA), com mais de 18 anos, receberão a Astrazeneca. A partir de amanhã, trabalhadores do ensino superior. Ao todo, 23 mil profissionais da educação já foram protegidos contra o coronavírus na capital, desde a semana passada.

Na atual etapa da campanha, são contemplados todos os professores e funcionários das escolas públicas e privadas. Segundo a PBH, quem atua em cursos de línguas e pré-vestibular não está contemplado neste momento. A vacinação segue para pessoas de outros grupos prioritários que, por alguma razão, ainda não receberam a blindagem. 

O diretor de Promoção à Saúde e Vigilância Epidemiológica da PBH, Paulo Roberto Lopes, reforça a necessidade da busca pela proteção e relembra que a imunidade só é garantida após o reforço. “Quem ainda não tomou a segunda dose deve procurar as unidades de saúde. Temos a vacina. A Covid ainda não acabou, tem pessoas internando, inclusive morrendo. Não podemos abaixar a guarda de forma nenhuma”, disse.

Pressão
Por conta da antecipação da vacinação dos professores, muitos pais têm se manifestado a favor da retomada das atividades nas escolas, aumentando a pressão sobre a administração municipal. “As famílias já não suportam mais. São 15 meses de aulas paradas. Estão pressionando e querem uma resposta”, afirmou Zuleica Reis Ávila, presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinep-MG).

Na terça-feira, um grupo de pais de alunos das redes pública e privada da capital participou de manifestação em defesa da reabertura das escolas. O protesto teve como objetivo sensibilizar juízes e desembargadores para a necessidade “urgente” do retorno. 

No entanto, para o infectologista Carlos Starling, membro do Comitê de enfrentamento à Pandemia de BH, ainda não é o momento. De acordo com o especialista, a incidência, a mortalidade e a letalidade da doença precisam ser avaliadas antes. “A vacinação é só um dos elementos importantes no processo de retorno a uma ‘normalidade’”, explicou.

Na terça-feira, a Prefeitura de BH divulgou uma nota técnica com critérios para a volta às aulas presenciais de crianças acima dos 6 anos. De acordo com o documento, também serão levados em conta cálculos dos indicadores da pandemia na capital, feitos a cada 14 dias.

Serviço
Para se vacinar, é necessário apresentar um documento que comprove vinculação ativa com estabelecimento de educação, como contracheque, carteira ou contrato de trabalho, ou declaração emitida pelo estabelecimento de ensino. 

Além disso, é necessário portar identidade, não ter recebido qualquer vacina nas últimas duas semanas nem ter tido Covid-19 com início de sintomas nos últimos 30 dias. Hoje, a aplicação será em postos fixos, extras e drive-thru, das 7h30  às 14h - clique aqui e veja os endereços. A partir de amanhã, o horário de funcionamento volta a ser até as 16h.

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