A fabricação do tradicional e premiado doce de leite Viçosa, na Zona da Mata, pode ganhar a declaração de interesse cultural de Minas, registro que o ajuda a ser mais reconhecido no Brasil. O primeiro passo foi dado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Um projeto de lei (PL) foi aprovado pelos parlamentares em primeiro turno. O texto agora segue para análise da Comissão de Cultura para ficar disponível para apreciação final, em segundo turno. Não há previsão.

O registro, pedido pelo deputado Coronel Henrique (PSL), inicialmente sugeria que a produção fosse declarada patrimônio imaterial do Estado. A atribuição, porém, é privativa do Executivo e, por esse motivo, o texto original foi alterado, conforme informou a ALMG. Na proposta, o parlamentar destaca a "simbologia, história, qualidade e tradição da iguaria".

Apesar disso, foi feito contato com a Secretaria de Estado de Cultura (Secult) para tentar promover a fabricação do doce como patrimônio.

Doce de Leite Viçosa

O doce de leite Viçosa é produzido desde 1988 pela Fundação Arthur Bernardes, instituída pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). Ele é comercializado em três versões (tradicional, com coco e com chocolate) e três embalagens, de 470g, 855g e 5Kg.

De acordo com os produtores, a iguaria tem textura macia e sabor puro, sem amido ou glicose de milho. É utilizado o mínimo de conservantes exigidos pelo Ministério da Agricultura (Mapa), contendo leite padronizado, açúcar e conservador sorbato de potássio. Conforme especialistas, quanto menor a quantidade de itens no rótulo, geralmente mais saudável é o produto.

O doce de leite Viçosa tradicional é reconhecido como o melhor da categoria no Brasil, segundo o concurso Nacional de Produtos Lácteos - considerada a premiação mais conceituada no país. O produto é premiado, sempre entre os três primeiros colocados, desde a primeira participação, em 2000. O doce venceu o concurso em dez ocasiões.

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