Treze pessoas morreram neste ano em Minas Gerais em acidentes envolvendo aviões de pequeno e médio portes. Somente neste mês, foram registradas quatro mortes em dois acidentes. Especialistas ouvidos pelo Hoje em Dia garantem que 80% dos acidentes são causados por falha humana.

A insistência do piloto em insistir em pousar o avião monomotor modelo ARX 03, em Pará de Minas, na região Centro-Oeste do Estado, no último domingo (23), pode ter contribuído para a queda e a explosão da aeronave. Duas pessoas morreram.

Uma equipe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) esteve nesta quinta-feira (27) no local para analisar as causas do acidente. Um laudo será divulgado em 30 dias.

Tempo ruim

Os técnicos do Cenipa ouviram dos moradores da região que chovia forte. Rajadas de vento podem ter provocado a queda do monomotor. Segundo o centro de investigação, o piloto da aeronave tentou aterrissar no momento em que a ventania atingia mais 70 km/h. O monomotor bateu no solo e parou a mais de 30 metros do ponto do impacto. Depois, explodiu, matando o piloto Diogo Dunmer Santos Pereira, de 22 anos.

O instrutor de voo Armando Coura Gomes Júnior, de 32, morreu nesta quinta-feira pela manhã no Hospital de Pronto-Socorro João XXIII (HPS), na capital.

“Nos acidentes de aviões em Ituiutaba, Juiz de Fora e Pará de Minas, o tempo não estava favorável para pousos, mas os pilotos insistiram em tentar fazer a aproximação visual, o que contraria as regras brasileiras”, diz o piloto José Carlos de Oliveira, com 30 anos de experiência em aviões de pequeno porte.

Uma fonte do Cenipa, que pediu para não ser identificada, informou que, em 80% dos acidentes, a causa é falha humana.

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