Após o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) ter afirmado, nessa sexta-feira (14), que está "engajado" para realizar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 neste ano, o Ministério da Educação (MEC) admitiu em ofício ao Ministério da Economia que a verba destinada à aplicação do vestibular é insuficiente. 

A informação foi divulgada neste sábado (15) pelo jornal Estadão, que afirma ter tido acesso ao documento. Conforme a publicação, o MEC declarou que o montante para o Enem 2021 não é capaz de custear a realização para todos os participantes e, além disso, não permitirá o pagamento de 92 mil bolsas de cientistas, incluindo pesquisadores da Covid-19. 

Conforme o Inep, a aplicação do Enem terá um um custo de R$ 794 milhões. Nessa sexta, o órgão ligado ao MEC afirmou que tem orçamento suficiente para realizar a prova e que está concluindo o processo de planejamento e elaboração do cronograma do exame, o que inclui o atendimento aos requisitos sanitários para a garantia de "uma aplicação segura a todos os envolvidos, desde sua elaboração".

Apesar disso, o ofício relataria a necessidade de desbloqueio de R$ 2,7 bilhões e a inclusão de mais R$ 2,6 bilhões para que não haja risco de faltar verba a demandas da Educação.

Em nota, o Ministério da Educação declarou que "está atento a situação que preocupa suas unidades vinculadas e, na expectativa de uma evolução positiva do cenário fiscal, seguirá envidando esforços para reduzir o máximo que for possível os impactos na Lei Orçamentária Anual (LOA) 2021".  

Já o Ministério da Economia informou que a Portaria nº 5.545, de 11 de maio deste ano, abriu crédito suplementar para diversos órgãos e unidades orçamentárias. O valor para universidades federais foi de R$ 2,61 bilhões..

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