O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2021 poderá ser aplicado somente no ano que vem. Falta "de tempo e de orçamento" devem empurrar a prova para janeiro ou fevereiro. O novo adiamento, a exemplo do que ocorreu em 2020, pode prejudicar a preparação de estudantes e o planejamento das instituições. Em nota, Inep afirma que está "engajado" em realizar a prova ainda neste ano.

A informação é do jornal O Globo. De acordo com o colunista Ancelmo Gois, o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Danilo Dupas Ribeiro, teria confirmado a suspensão a membros do Conselho Nacional de Educação (CNE), em reunião na manhã desta quinta-feira (13).

A não realização da prova neste ano ganhou força após o Inep publicar, na terça-feira (11), uma portaria no Diário Oficial da União. Lá, constam metas para 2021 sem citar como será e quando será a aplicação do Enem. 

Se a definição for confirmada, será o segundo ano seguido em que a prova é realizada com atraso. O teste de 2020 foi aplicado somente em janeiro deste ano.

Em nota, o Inep afirmou que está concluindo o processo de planejamento e elaboração do cronograma de aplicação do Enem 2021, o que inclui atender os requisitos sanitários para a realização segura, e que está engajado para que as provas sejam realizadas ainda neste ano. O instituto também informou que tem orçamento suficiente para realizar o Enem 2021, mas que ainda não tem data para a realização das etapas.

"O objetivo do Inep é garantir o acesso de estudantes à educação superior, por meio do acesso a programas e políticas que dependem dos resultados das provas. Todas as informações sobre o exame serão publicadas nos editais, assim que houver as definições necessárias. Não há, ainda, confirmação sobre a data de realização das etapas, com exceção do período para solicitação de isenção e justificativa de ausência. Esta fase está prevista em edital publicado separadamente, para facilitar a compreensão das regras específicas de gratuidade e evitar que haja problemas na homologação da inscrição dos interessados em realizar as provas", completou, em nota.

O Hoje em Dia também entrou em contato com o Ministério da Educação e com o CNE, mas não obteve retornos.

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