O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), declarou que a prefeitura recebeu um documento com solicitações de dados sobre os gastos públicos durante a pandemia. Segundo ele, o pedido foi enviado para todas as prefeituras do país pela CPI da Covid, no Senado.

Kalil afirmou que há gestores que precisarão explicar "muita coisa" enquanto, na capital, a condução foi feita com "honestidade". As declarações foram dadas nesta quinta-feira (6), durante anúncio de mais flexibilizações no comércio da cidade.

De acordo com o gestor, em caso de designação de um novo comitê pelo Senado para acompanhar as ações municipais no combate à pandemia, o mesmo seria muito "bem-vindo" em BH. 

"Hospital de campanha, não fizemos nenhum. Respiradores, nós recebemos doações, não compramos nenhum. Tem gente que vai ter que explicar muita coisa, mas a Prefeitura de BH não tem explicação para dar. É apresentar nota fiscal do que foi feito, com honestidade, com seriedade", declarou, afirmando ainda que a capital não realizou compras sob contratos emergenciais (sem licitação).

Decreto de Bolsonaro

Kalil também comentou a ameaça feita, nessa quarta-feira (5), pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de que editaria um decreto contra as medidas de lockdown adotadas por governadores e prefeitos para barrar o avanço da Covid-19.

"Meu sonho de consumo é alguém sentar aqui no meu lugar agora. Ele não pode editar papel, não, porque papel o estado está editando, também. O que eu quero é cesta básica, é dinheiro, é cheque, é leito de UTI. Papel, quem trata de papel, de documento, é o STF. Eu tô tratando aqui é de vida, é de compreensão, é de equilibrar a farinha com o fubá", finalizou.

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