Após duas semanas de reabertura das atividades não essenciais, a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) pode anunciar nesta quinta-feira (6) mudanças no funcionamento da cidade. Nova flexibilização poderá entrar em vigor nos próximos dias, diante da queda nos indicadores da pandemia. A pressão por parte do comércio cresceu em meio à proximidade do Dia das Mães.

Alexandre Kalil e membros do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 farão um pronunciamento nesta manhã. Nessa quarta (5), o chefe do Executivo e o grupo de infectologistas se reuniram. Um tema que tem sido amplamente debatido é a reabertura da Feira Hippie, cobrada pelos expositores. 

Em 22 de abril, quando diversos estabelecimentos abriram as portas novamente, BH ainda se recuperava de um colapso no sistema de saúde, marcado pela falta de vagas em terapias intensivas para tratar os infectados pelo coronavírus. Na época, a taxa de ocupação das UTIs estava em 82%, enquanto a das enfermarias, 59,9%. O único indicador em nível verde era o número médio de transmissão por infectado (RT), em 0,92.

A justificativa da gestão para autorizar o funcionamento foi o longo período com as lojas fechadas e a proximidade com a data comemorativa, considerada a segunda mais importante para o comércio. Além disso, bares e restaurantes voltaram a servir bebida alcoólica de segunda a sábado, das 11h às 16h, e a receber os clientes no local, medida que serve para muitos comerciantes tentarem colocar as contas em dia - antes, apenas o delivery era permitido.

De lá para cá, os índices que avaliam a doença na capital melhoraram pouco. Segundo dados do boletim epidemiológico e assistencial da prefeitura dessa quarta-feira, a ocupação das Unidades de Terapia Intensiva é de 76,1%, enquanto a das enfermarias está em 53,5%. Na contramão da curva descendente está o RT, que apesar de demonstrar quedas nos últimos dias, é de 0,95, número superior ao de 14 dias atrás.

Durante esse período, a capital registrou mais de 14 mil casos da Covid, ultrapassando a marca de 182 mil infectados pelo vírus. Ao mesmo tempo, 409 belo-horizontinos perderam a vida por complicações da enfermidade, chegando a 4,4 mil vítimas.

Volta às aulas
No dia do anúncio da última flexibilização em BH, também foi informado que as crianças menores de 6 anos matriculadas nas escolas e creches das redes municipal e privada poderiam voltar às aulas de forma presencial. Nas unidades particulares, a retomada começou em 26 de março, enquanto nas públicas aconteceu na segunda-feira. Com o protocolo sanitário em execução há pouco mais de uma semana, a PBH também pode divulgar, hoje, a previsão de retorno para as demais séries.

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