Três ex-servidores da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), supostamente envolvidos na tentativa de interferir nas investigações do Ministério Público e da Assembleia Legislativa do Estado (ALMG), na CPI dos “fura-fila”, serão convocados e ouvidos pela comissão. Requerimentos com a convocação dos funcionários foram aprovados em reunião realizada nessa sexta-feira (23), na ALMG.

A reunião teve por objetivo discutir o conteúdo de um áudio vazado na quinta-feira (22), que teria sido gravado durante uma reunião entre dois ex-servidores das SES. Ambos foram convocados como investigados. Uma terceira ex-funcionária da pasta também será ouvida. Todos os três já foram exonerados pelo Estado.

A CPI também vai enviar o arquivo da gravação para a Polícia Civil, para tentar identificar os interlocutores, atestar se foi feita pelos integrantes da reunião ou terceiros e se houve manipulação do conteúdo do áudio. A gravação também foi encaminhada para o Ministério Público, para elucidação dos fatos e responsabilização dos envolvidos.

Gravação aponta prática de crimes

O presidente da CPI, deputado João Vítor Xavier (Cidadania), afirmou que, se for constatada a veracidade do conteúdo do áudio, ficará comprovada a prática de três delitos: falsidade ideológica, peculato e desvio de bem público e prevaricação.

A gravação traria a combinação dos servidores para alterar uma resolução interna, a fim de proteger alguns que estavam em regime de teletrabalho e tomaram a vacina contra a Covid-19. Há, ainda, a sugestão de que os beneficiados retornem ao trabalho presencial, como forma de burlar as informações repassadas para a CPI.

Sobre o áudio, o governo disse, em nota enviada ao Hoje em Dia na sexta-feira (23), que reitera o “compromisso com a transparência” e reafirma que “todas as denúncias relativas ao processo de vacinação de servidores são apuradas por órgãos de controle, com total colaboração do governo estadual”. 

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