Estrela das comemorações de fim de ano, os fogos de artifício dão brilho e beleza às festas, mas também podem representar grande perigo para crianças e adultos. O uso inadequado e suas consequências – queimaduras, perda de dedos, zumbido no ouvido e até cegueira - aumentam em 10 vezes o atendimento pelo Corpo de Bombeiros em Minas Gerais no mês de dezembro. Já no Hospital João XXIII, referência no tratamento de queimados, as ocorrências deste tipo crescem 15% no período.

O alerta para a necessidade de cuidados no manuseio dos fogos foi reforçado após a morte de uma garotinha de 2 anos na madrugada do Natal, em Manaus, no Amazonas. Nicoly Rafaely Juca foi atingida no tórax por um rojão, dentro do carro da família, quando voltava para a casa.

CUIDADOS

Para evitar acidentes como o que tirou a vida da menina, o capitão Tiago Miranda recomenda leitura atenta das informações dos fabricantes sobre procedimentos de segurança.

“Os danos mais comuns são dilacerações, amputações de dedos e alguma lesão auditiva ou no globo ocular. Para evitar isso, é importante usar os prolongamentos e bases de lançamento que são comercializados junto com os fogos”, explica Miranda.

Outra dica importante é transportar os fogos de artifício de maneira segura, jamais junto ao corpo. A advertência vale até para bombinhas e buscapé.

SOLTAR LONGE

Também é aconselhável soltar os fogos em locais abertos, longe de prédios ou aglomerados de pessoas. “E nunca permita que pessoas que já tenham ingerido bebida alcoólica se aproximem dos produtos”, recomenda o capitão.

Aos comerciantes, a principal orientação é não vender fogos de artifício a menores de idade desacompanhados de seus responsáveis, já que o procedimento é proibido por lei.

LEITURA

Proprietária da Casa do Fogueteiro, em Belo Horizonte, Vânia Soares segue a regra à risca. “Além disso, recomendo a leitura das instruções da embalagem e alerto para a distância de segurança”, conta a empresária que vende desde fogos mais simples, de R$ 3, próprios para os pequenos, até os mais sofisticados, com vários tubos e mais de 500 efeitos, vendidos por R$ 2 mil. Todos os produtos são comprados de Santo Antônio do Monte, tradicional cidade produtora em Minas.

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