Marcada para o dia 3 de maio, a volta às aulas presenciais em Belo Horizonte contará com novidades para os alunos do ensino infantil das redes pública e particular. De acordo com a prefeitura, na próxima segunda-feira (26) apenas os professores retornarão. Inicialmente, cada criança de até 5 anos deverá frequentar a escola no máximo duas vezes por semana, devido ao revezamento das turmas imposto pela prefeitura. Nos outros dias, as atividades serão remotas.

Um novo protocolo com as regras ainda será publicado, porém a informação sobre a frequência semanal foi antecipada pela secretária de Educação de BH, Ângela Dalben. O planejamento será feito pelas escolas, mas a proposta é dividir os estudantes em três grupos: 4 e 5 anos, 3 e menores de 2.
 
Eles ficarão no que tem sido chamado pela PBH de “bolhas” – com sete alunos, em média, e um professor. O objetivo é evitar o contato com os demais colegas. Os de 4 e 5 irão se revezar ao longo da semana, com atividades de até 4h30, incluindo duas refeições dentro da própria sala de aula. 

As crianças de até 2 anos, por necessitarem de um período de adaptação, poderão ser encaminhadas às unidades apenas uma vez na semana. “Muitas nunca foram à escola. Elas irão uma vez na semana para brincar e se adaptar e voltam para casa”, disse a secretária. 

Já a frequência dos alunos de 3 dependerá da capacidade do colégio, que deverá avaliar a possibilidade de recebê-los uma ou duas vezes.

A dinâmica de entrada e saída dos alunos também sofrerá mudanças para evitar aglomerações. Conforme a secretária, essa movimentação será feita de forma escalonada, com intervalos de 15 minutos entre cada “bolha”. 

Os pais deverão monitorar os filhos e informar às instituições caso apresentem sintomas gripais. “Se houver qualquer episódio, tem de ser comunicado, porque aquela bolha vai ficar de sobreaviso, talvez suspensa de atividade até que seja definido o que precisa ser feito”, afirmou Ângela Dalben.

Investimentos

Para receber os alunos, as escolas precisaram passar por reformas. Foram adicionadas pias para a constante higienização das mãos, toldos nas área externas para atividades fora da sala de aula, além de mudanças nas portas e janelas para uma maior circulação do ar. 

Também houve um investimento de mais de R$ 15 milhões em insumos, entre máscaras, álcool em gel, face shields e outros produtos. Segundo a secretária de Educação de BH, a expectativa é que esses materiais durem seis meses. Além disso, a PBH investiu, na semana passada, R$ 5,9 milhões na compra de uniformes escolares, entre camisas, bermudas, shorts-saia e jaquetas escolares.

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