A atriz mineira Wilma Henriques, de 90 anos, morreu nesse domingo (18), na casa de repouso onde residia, no bairro Planalto, na região da Pampulha. Devido à pandemia de Covid-19, não haverá velório. De acordo com a amiga e também profissional das artes cênicas, Magdalena Rodriguez, Wilma parou de respirar e faleceu "por causas naturais". Considerada a grande dama do teatro mineiro, Wilma Henriques nasceu em Conselheiro Lafaiete, na região Central do Estado, em 15 de fevereiro de 1931.

"Lamentamos informar que lutamos muito, mas por motivo de segurança e bem-estar de todos e opinião médica, não haverá velório. Pedimos que, então às 17 horas, se puderem, façamos cada um a seu modo uma rede de bons fluídos pela alma da Wilma Henriques", pediu Magdalena, nesta segunda-feira (19).

No último aniversário, neste ano, Magdalena Rodriguez, que é presidente do Sindicato dos Artistas e Técnicos em Espetáculos de Diversões do Estado de Minas Gerais (Sated/MG), organizou uma homenagem on-line para a artista, com relatos de amigos e colegas.

Wilma começou no teatro em 1959. Também atuou no cinema e recebeu oito prêmios de melhor atriz. Na trajetória, foi dirigida por nomes como Eid Ribeiro, Carlos Rocha, Kalluh Araújo, Paulo César Bicalho, Helvécio Guimarães, Mamélia Dorneles, Marcos Vogel, Jota D`Ângelo, Rogério Falabella, Jair Raso e Carluty Ferreira.

"A atriz interpretou marcantes personagens em espetáculos como A Margem da Vida, A Prostituta Respeitosa, Fala Baixo se não eu Grito, Dona Beja, Rasga Coração, Três Mães, Navalha na Carne, Precisa-se de Moça para Finos Tratos, Roda de Cor, Geração em Revolta, Ciranda de Pedra, Ensina-me a Viver, A Dama das Camélias, Boa Noite Mãe e As mulheres se Odeiam", conforme informou a Fundação Clóvis Salgado.

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