O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, deve anunciar, na tarde desta segunda-feira (19), se autoriza a reabertura do comércio e serviços considerados não essenciais ou se manterá as atuais medidas em vigor na capital mineira, que proíbe o funcionamento das atividades. Uma entrevista coletiva, com a presença de membros do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, será concedida às 14h.  A volta às aulas presenciais também será um dos temas do encontro. 

Na última semana, Kalil e o grupo de infectologistas discutiram por vários dias uma nova fase de flexibilização na metrópole, que inclui, principalmente, a reabertura do comércio. Mesmo com a decisão do governo do Estado de colocar boa parte dos municípios na fase vermelha do Minas Consciente, cabe à administração de BH determinar, ou não, as mudanças. No entanto, pesa contra o desabastecimento dos remédios do “kit intubação” para pacientes graves internados.

Desde o último dia 6 de março, apenas serviços essenciais estão autorizados a funcionar no município. A medida, que buscava reduzir o avanço da pandemia da Covid-19, trouxe resultados positivos e, durante o período, a cidade viu índices de transmissão e ocupação de leitos diminuirem, mesmo que de forma lenta. 

Atualmente, segundo dados divulgados no boletim de sexta-feira (16), a ocupação de leitos de terapia intensiva, que chegou ao colapso, com vagas 100% ocupadas e fila de espera para internação, agora está em 86,9%. No caso dos de enfermaria, a taxa está em 63,5%, em nível de alerta amarelo. 

Já o índice de contágio, que esteve em alerta máximo, voltou a um patamar que indica estabilidade da pandemia: 0,87. O indicador segue em alerta verde e significa que cada grupo de cem pessoas transmite a Covid-19 a outras 87. A capital mineira soma 162.568 casos confirmados da doença 3.885 mortes. 

Volta às aulas

Também durante a coletiva desta segunda, a prefeitura deve anunciar um novo planejamento para a volta às aulas presenciais. Em março, a PBH havia indicado a intenção de autorizar o retorno dos estudantes às escolas para o dia 8. Porém, a disparada de casos do coronavírus e lotação dos leitos de UTI levaram a gestão a adiar o plano. A princípio, apenas os menores de 5 anos poderiam frequentar os colégios.

Uma pesquisa da Secretaria Municipal de Educação (Smed), feita em fevereiro, mostrou que 70% das famílias belo-horizontinas com crianças matriculadas em creches queriam as atividades presenciais, conforme mostrou o Hoje em Dia.

Cidade fechada

Belo Horizonte decidiu pelo fechamento do comércio e dos serviços considerados não essenciais em 6 de março. Além disso, no dia 23 do mesmo mês, proibiu o funcionamento, aos domingos, de supermercados, padarias, sacolões, lanchonetes, açougues e do Mercado Central.

Com as medidas, bares e restaurantes (exceto para delivery), cinemas, feiras, escolas, lojas de vestuário, academias, eventos e parques não podem funcionar em quaisquer dias da semana como forma de frear o avanço da contaminação por Covid-19.

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