Mesmo com os indicadores de monitoramento da Covid-19 em queda e o governador Romeu Zema (Novo) ter anunciado na manhã desta quinta-feira (15) que 70% do Estado vai evoluir da Onda Roxa, a mais restritiva de todas, para a Vermelha, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que ainda está analisando o cenário da pandemia para definir os rumos da flexibilização na capital.

Estas melhoras vão pautar a próxima reunião do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, marcada para esta sexta-feira (14). O que pesa agora na decisão sobre a reabertura do comércio é a falta de medicamentos para o tratamento de pacientes com a Covid-19.

A ocupação de leitos de terapia intensiva, que chegou ao colapso, agora está em 87,2%. No caso dos de enfermaria, a taxa está em 65,4%, em nível de alerta amarelo. 

Já o índice de contágio, que esteve em alerta máximo, voltou a um patamar que indica estabilidade da pandemia: 0,87. O indicador segue em alerta verde e significa que cada grupo de cem pessoas transmite a Covid-19 a outras 87.

Os dados são do boletim epidemiológico divulgado nesta quarta-feira (14). A capital mineira soma 161.181 casos confirmados da doença 3.814 mortes. 

Vacinação

Até o momento, a primeira dose da vacina contra a Covid-19 já foi aplicada em 451.692 belo-horizontinos. Deste grupo, 138.451 tomaram as duas doses do imunizante.

Segundo o levantamento, 349.778 idosos com 64 anos ou mais já foram imunizados com a primeira dose e 69.952 tomaram a segunda. 

E a partir desta quinta-feira (15), profissionais de saúde cadastrados e com idade entre 43 e 49 anos começaram a ser vacinados nos postos de saúde de Belo Horizonte. Até o momento, 94.909 profissionais de saúde já foram vacinados com a primeira dose e 68.485 com a segunda.

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