Em reunião com o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), na manhã dessa quarta-feira (14), a Fecomércio Minas pediu que se faça uma revisão da Onda Roxa, para possibilitar a retomada das atividades do setor terciário. Essa fase é a mais restritiva do Minas Consciente, programa estadual de flexibilização da atividade econômica. Atualmente, 12 das 14 macrorregiões de Saúde estão nesta onda.

"Somos um dos setores que mais sofreram com os efeitos da crise e não conseguimos mais arcar com nossas obrigações financeiras. Precisamos de ajuda do poder público, em todas suas esferas viáveis, para a implementação imediata de medidas de socorro para a sobrevivência e a reativação econômica do nosso setor", declarou Maria Luiza Maia Oliveira, presidente interina da Fecomércio Minas.

Além de Zema, a reunião contou com o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Fernando Passalio, e o secretário-adjunto de Estado de Saúde, André Luiz Moreira dos Anjos. De acordo com a entidade, o Estado pontuou que, assim que os indicadores avançarem para níveis mais satisfatórios de controle da pandemia, novas macrorregiões seguirão para as demais ondas do programa Minas Consciente, mas não deu datas.

Ainda conforme a Fecomércio, o governador e os secretários destacaram o intenso trabalho do Estado na busca por soluções e medidas que amenizem os impactos da pandemia em todos os setores econômicos mineiros. Entre os destaques apresentados pelo governo estão a ampliação dos recursos do Banco do Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e o envio de uma proposta de Refis para débitos de ICMS à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que ainda precisa apreciá-lo.

Nessa segunda-feira (12), em entrevista ao Hoje em Dia, o vice-presidente da Associação Comercial e Empresarial de Minas Gerais (ACMinas), Marcos Brafman, cobrou um pacote urgente de medidas para salvar o comércio no Estado. Veja aqui.

O Hoje em Dia entrou em contato com o Estado para obter mais informações sobre o encontro e se há previsão de que regiões de Minas avancem para a Onda Vermelha, menos restritiva, mas ainda não obteve retorno.

Onda Roxa

Doze das 14 macrorregiões de Saúde do Estado estão na Onda Roxa do Minas Consciente até este domingo (18). Apenas as macrorregiões Triângulo do Norte e Triângulo do Sul, além das microrregiões de Patos de Minas, São Gotardo, Montes Claros/Bocaiúva/Francisco Sá/Coração de Jesus e Taiobeiras estão na Onda Vermelha. 

De acordo com o Estado, a Onda Vermelha permite o funcionamento de todas as atividades, desde que cumpram algumas regras, como distanciamento e limitação máxima de pessoas nos estabelecimentos. Já na Roxa apenas podem funcionar as atividades essenciais. Além disso, há regras adicionais sobre a circulação de pessoas. A adesão à onda mais restritiva é obrigatória devido ao aumento de casos de Covid-19 em Minas.

Por fim, existem ainda as Ondas Amarela e Verde. Na primeira, considera-se situação de alerta, com necessidade de distanciamento
moderado. Na Verde, o Estado entende que existe uma situação de recuperação, que requer menor restrição, mas ainda deve possuir regras de distanciamento e higiene.

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