Com 22.619 nascimentos e 18.758 mortes em Minas Gerais em março deste ano devido à pandemia de Covid-19, a diferença entre os dois fatores ficou em apenas 21%, menor patamar da série histórica do Registro Civil no Estado.

"Nos cartórios temos sentido na prática esta diferença, com grande diminuição contínua dos nascimentos enquanto os óbitos dispararam e atingiram a maior marca da história do país", explicou Gustavo Renato Fiscarelli, presidente da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), entidade que representa a classe dos Oficiais de Registro Civil do país, e que divulgou os dados.

A Arpen administra o Portal da Transparência do Registro Civil, base de dados abastecida em tempo real pelos atos de nascimentos, casamentos e óbitos praticados pelos Cartórios de Registro Civil do Brasil. Conforme a associação, essas informações foram cruzadas com os dados históricos do estudo Estatísticas do Registro Civil, do IBGE, com base nos dados dos próprios cartórios brasileiros.

Pandemia

De acordo com a associação, a aproximação recorde entre os números de nascimentos e óbitos, a diferença entre os dois atos já vinha caindo ao longo do tempo, mas acelerou vertiginosamente com a pandemia causada pelo novo coronavírus. Veja abaixo:

  • 2003 (início da série histórica): diferença entre nascimentos e mortes de 175%;
  • 2010 (década): diferença de 120%;
  • 2020 (início do ano): diferença de 90%;
  • 2020 (julho): diferença de 51%;
  • 2020 (dezembro): diferença de 41%;
  • 2021 (março): diferença de 21%.

"O cartório de Registro Civil foi um dos serviços essenciais, que não fechou em nenhum momento nesta pandemia, o que fez com que vivenciássemos na pele a realidade dura da pandemia que tem atingido tantas famílias brasileiras", completou Gustavo Renato Fiscarelli.

Brasil

No Brasil, ainda conforme a Arpen, a alta no número de mortes no mês de março deste ano provocou um fenômeno inesperado no país: a aproximação recorde entre os números de nascimentos e óbitos, que atingiu o menor patamar da série histórica do Registro Civil, iniciada em 2003.

Com 227.877 nascimentos e 179.938 óbitos, a diferença entre ambos ficou em apenas 47.939 atos, o que equivale a 27%, e uma redução histórica de 72% desde o início da pandemia em março de 2020.

Leia mais:
Prouni: MEC abrirá em maio inscrições para bolsas remanescentes
Blogueira e familiares são presos suspeitos de falsificar e vender cosméticos na Grande BH
Zema formaliza pedido para que trabalhadores da Educação tenham prioridade na vacinação contra Covid