O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, se manifestou, na tarde deste domingo (4), sobre ordem judicial que obriga municípios brasileiros a permitirem a realização presencial de missas e cultos em igrejas e templos. Por meio de um tuíte, o chefe do Executivo municipal afirmou que "ordem judicial se cumpre", mas que já ingressou com recurso na Justiça.

Kalil havia proibido a realização presencial dos eventos em Belo Horizonte, mas foi intimado, nesta madrugada, pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal, a cumprir "com máxima urgência" decisão do STF que autoriza celebrações religiosas presenciais durante a pandemia.

Nesse sábado (3), Nunes Marques suspendeu os efeitos dos decretos municipais que proibiam a realização de cultos religiosos presenciais para evitar o aumento de casos de Covid-19.

A intimação de Alexandre Kalil ocorreu após o prefeito afirmar, também pelo Twitter, que não cumpriria a ordem do ministro do STF. "Em Belo Horizonte, acompanhamos o Plenário do Supremo Tribunal Federal. O que vale é o decreto do prefeito. Estão proibidos os cultos e missas presenciais", escreveu na rede social.

Frente de Prefeitos

Também na tarde deste domingo (4), o presidente da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), Jonas Donizette, utilizou as redes sociais para pedir ao presidente do STF, ministro Luiz Fux, que se manifeste sobre o assunto.

Onda Roxa

Até pelo menos 11 de abril, 13 das 14 macrorregiões de Minas Gerais terão o comércio e a circulação de pessoas funcionando com base na Onda Roxa do programa Minas Consciente, do Governo estadual. A capital mineira também está incluída no rol de municípios com as medidas mais restritivas de combate à pandemia do novo coronavírus. Até o momento, somente a região Triângulo do Norte foi autorizada a avançar para a Onda Vermelha do plano. 

Em BH, apenas atividades consideradas essenciais podem funcionar, tais como supermercados e padarias que, aos domingos, seguem fechados - assim como os demais estabelecimentos comerciais.

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