A falta de leitos nas unidades de terapia intensiva para atender o número crescente de pacientes com quadros graves de Covid-19 é um problema que ultrapassou o sistema público de Saúde e tem desafiado principalmente os hospitais particulares de Belo Horizonte. A ocupação dos leitos suplementares chegou a 109,6% e 34 pessoas estão na fila por uma vaga. 

No levantamento anterior, divulgado nessa quinta (17), a taxa era de 102,8%, o que evidencia o colapso do sistema de saúde no município. 

Considerando os leitos SUS e da rede privada, o percentual de ocupação está em 96,6%, segundo boletim epidemiológico e assistencial desta quinta-feira (18). Isso após a prefeitura ter disponibilizado mais 18 leitos de terapia intensiva, evitando que o quadro de colapso na saúde ficasse ainda mais crítico.

Boletim

Pelo novo levantamento, há uma boa notícia. A taxa de transmissão do novo coronavírus por infectado teve queda na capital. O índice saiu de 1,26 para 1,23. Isso significa que cada 100 pessoas contaminadas transmitem o vírus a outras 123, em média. 

Mas os três índices de monitoramento da pandemia continuam em nível máximo de alerta, em vermelho. Com os 18 novos leitos de UTI, agora a capital tem 411 unidades para tratamento de pacientes com suspeita e confirmação da doença na rede pública. Com esse incremento, a taxa de ocupação de leitos de terapia intensiva caiu de 91,1%, para 85,4% no SUS. Já o índice de ocupação das enfermarias está em 80,3%.

Boletim

No total, a cidade tem 127.136 pessoas infectadas e 2.980 pessoas perderam a vida para a doença na capital mineira desde o início da pandemia. Outros 6.769 pacientes seguem em acompanhamento.

O que diz a PBH sobre a falta de leitos 

Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde informou que todos os pedidos de internação hospitalar passam pela Central de Internação (CINT), que funciona 24 horas por dia, sete dias da semana. "Até o momento, não houve solicitação formal de internação de pacientes da rede suplementar na rede SUS-BH".

"Quando a solicitação chega à Central de Internação, o quadro clínico do paciente é avaliado por um médico regulador e de acordo com a disponibilidade de vagas, o paciente é encaminhado para o hospital. A CINT faz busca ativa em todos os hospitais que atendem à Rede SUS-BH para definir as transferências. Para a liberação da vaga, são utilizados critérios de prioridade que incluem gravidade e leito disponível. O tempo de espera varia de acordo com a especialidade do leito e a especificidade do caso".

Ainda conforme o comunicado, para receber o paciente, o leito precisa estar devidamente preparado e higienizado. "Portanto, a transferência só é autorizada quando essas medidas de segurança são concluídas. Neste período, o paciente pode ter que aguardar a autorização".

Imunização idosos

E nesta quinta, BH deu início a mais uma etapa de vacinação. Idosos com 77 anos começaram a receber a primeira dose e a expectativa é imunizar cerca de 21 mil pessoas nesta faixa etária.

O horário para esse público é das 7h30 às 15h30 nos centros de saúde e nos postos extras. Nos postos drive-thru, o horário é das 8h às 15h.

O idoso precisa levar documento de identidade, CPF e comprovante de residência. Todos devem estar de máscara e respeitar o distanciamento nas unidades. O ideal é que o idoso leve, no máximo, um acompanhante para evitar aglomerações.

A imunização deste novo grupo será realizada simultaneamente à vacinação dos idosos de 79 a 81 anos. Já os idosos de 82 a 85 anos que ainda não se vacinaram devem seguir para Centros de Saúde específicos e drive-thru. Veja a lista no site.

Vacinados

Conforme o levantamento, 184.895 primeiras doses da vacina contra a Covid-19 foram aplicadas na cidade. Já as aplicações em segunda dose somam 77.467. Até o momento, a capital já distribuiu 303.000 doses de vacina às regionais, entre CoronaVac e AstraZeneca.