Minas começa nesta quarta-feira (17) uma verdadeira operação de guerra para conter o avanço da Covid-19, que já infectou quase um milhão de pessoas e matou mais de 20 mil pacientes no Estado. A situação no território é gravíssima: pelo menos 200 mineiros aguardam por atendimento médico, o que, segundo o governador Romeu Zema (Novo), se assemelha a uma “cena de horror”. Por conta disso, os 853 municípios terão de aderir à Onda Roxa do Minas Consciente, medida válida pelos próximos 15 dias.

barreira sanitária bh

Barreiras sanitárias são uma das medidas adotadas nos municípios mineiros, em atenção ao que é determinado pela Onda Roxa contra a Covid-19

A partir de agora, uma série de determinações que visa impedir a disseminação do novo coronavírus passarão a ser aplicadas, como a permissão para funcionamento apenas das atividades consideradas essenciais, restrição de circulação de pessoas com sintomas gripais, obrigatoriedade do uso de máscara para todos e toque de recolher entre 20h e 5h. As novas regras têm como objetivo desafogar o sistema de saúde, que está à beira de um colapso, com 83,92% dos leitos de UTI ocupados.

Quem sair na rua desnecessariamente pode ser tachado de assassino. Pessoas estão implorando por atendimento médico” (Governador Romeu Zema)

Governador faz apelo

Nesta terça (16), em entrevista coletiva na Cidade Administrativa, Zema fez um apelo à população, pedindo que os mineiros evitem qualquer tipo de aglomeração, considerando que “quem sair na rua desnecessariamente pode ser tachado de assassino”. “Pessoas estão implorando por atendimento médico. Se a gente não tiver esse espírito humanitário, daqui a pouco essas filas vão sair dos hospitais e vão para as ruas. Será que é isso que queremos em Minas Gerais?”, disse o chefe do Executivo.

Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES), 980 mil pessoas já testaram positivo para a Covid-19 em Minas desde o início da pandemia, há um ano. Destas, 20 mil perderam a vida por complicações da doença. Diante da ascensão do vírus, foi necessário impor a todos os municípios o nível mais restritivo do programa estadual.

Lockdown

Em Belo Horizonte, que há duas semanas decretou o quarto “lockdown”, para frear o número de infectados, a Onda Roxa será seguida, conforme informou a PBH. Vale ressaltar que na capital normas mais rígidas de funcionamento já estão valendo desde o último sábado e serão combinadas às novas regras do Minas Consciente. 

Na capital, está proibida a utilização de praças e pistas de caminhadas, além da realização cultos religiosos presenciais, por exemplo.

Mesmo com a ideia de voltar à estaca zero, como citou o prefeito Alexandre Kalil no anúncio de fechamento, os indicadores que avaliam a pandemia em BH seguem em alerta máximo. De acordo com o boletim epidemiológico da prefeitura, a ocupação das terapias intensivas chegou a 94,1% nesta terça-feira, enquanto 77,5% das vagas de enfermaria estão sendo usadas. Já a taxa de transmissão chegou a 1,27.

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