Agentes da Polícia Federal (PF) realizaram nesta quinta-feira (11) a Operação "No Show" para combater furtos na área restrita de segurança do Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Segundo a PF, durante as investigações ficou claro que os furtos eram feitos por uma organização criminosa que, de forma planejada e com divisão de tarefas, cometia os delitos no terminal há mais de um ano. Estima-se que, durante todo esse período de atuação da quadrilha, os prejuízos chegaram a mais de R$ 600 mil em produtos de free shop.

Ainda de acordo com a polícia, os crimes eram praticados da seguinte maneira: uma mulher, integrante da quadrilha, ia à área de embarque doméstico, passando-se por passageira com um bilhete aéreo. Com o auxílio de duas comparsas, ambas funcionárias da empresa lesada, a falsa passageira furtava e guardava os produtos em mala e mochila e saía pelo desembarque.

Um funcionário de outro estabelecimento também participava, aproveitando-se de ser de uma empresa na área restrita do aeroporto. Com credencial permanente de livre acesso, retirava os produtos furtados, que previamente haviam sido separados e guardados em mochilas pelas funcionárias cúmplices.

As investigações apontaram 28 registros de acesso à sala de embarque doméstico relacionados à falsa passageira, entre os meses de agosto de 2018 a janeiro de 2021, sendo que, segundo as empresas aéreas, em apenas duas oportunidades ela compareceu para embarcar.

Os envolvidos podem pegar penas que podem chegar a oito anos de prisão e também responderão por fazer parte de organização criminosa, cuja pena vai de 3 a 8 anos de reclusão.

A Justiça determinou a aplicação de medidas cautelares aos investigados, sendo a apreensão das credenciais aeroportuárias dos funcionários, que permitiam o acesso em áreas restritas do aeroporto, e o comparecimento semanal ao Fórum.