Carlos Eduardo Amaral, secretário de Estado de Saúde, admitiu, em reunião especial na manhã desta quarta-feira (10), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que foi vacinado contra a Covid-19. Ele justificou o recebimento da dose para dar exemplo e pela atuação no combate à pandemia, o que inclui visitas aos hospitais mineiros.

“Quis ser vacinado para não parecer que eu era contra a vacina, ou achar que a vacina não servia. Acho que nós todos temos que ser vacinados, não concordo com nenhum movimento contra a vacinação”, afirmou Carlos Eduardo Amaral.

Nessa terça (9), a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES) já havia confirmado que o secretário foi imunizado. O caso e outras denúncias de "fura-fila" são investigados pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Além do responsável pela pasta, assessores, funcionários de almoxarifado e outros servidores também teriam recebido doses.

Segundo Amaral, a vacinação se fez necessária porque ele atua diretamente no combate ao novo coronavírus, comparecendo às unidades de Saúde em diversos pontos do Estado. e segue as diretrizes do Plano Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde. Segundo ele, a ideia era dar exemplo à população.

“Já venho trabalhando há muito tempo dentro dos hospitais, então eu queria dar o exemplo de que as pessoas têm que fazer o uso da vacina quando chegar o momento delas”, acrescentou.

 A 19ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde de Belo Horizonte enviou ofício para a SES solicitando "os cargos das pessoas vacinadas e as datas de vacinação, correlacionando essas informações aos grupos prioritários definidos por regulamento do Ministério da Saúde".

Já os deputados solicitaram a lista dos 500 servidores da área administrativa que foram vacinados. Carlos Eduardo, no entanto, disse que teria que consultar o departamento jurídico da pasta para saber se poderia repassar o nome dos servidores. O presidente da Comissão de Saúde da ALMG, João Vítor Xavier (Cidadania), questionou a justificativa do secretário, alegando que o não envio impede a Assembleia de exercer a fiscalização.

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