Após o segundo dia útil de mais um fechamento de serviços não essenciais na capital, o infectologista do Comitê de Enfrentamento à Covid-19 da Prefeitura de Belo Horizonte, Estevão Urbano, explica que todas as vezes que a cidade fechou foi porque “BH tem tentado antecipar o colapso da rede de saúde”, medidas que evitaram que a capital vivesse a realidade de outras cidades, como as do Sul do país, onde o sistema todo já entrou em colapso.

Os indicadores de monitoramento continuam altos, como mostra o Boletim Epidemiológico divulgado nesta terça-feira (9), com 85,3% de ocupação de leitos para Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para Covid-19, o número médio de transmissão por infectado (RT) em 1,16 e o número de leitos para enfermaria para Covid-19 ocupados estável desde segunda-feira (8) em 69,6%.

Na análise do infectologista Estevão Urbano, a taxa de contágio está elevada por causa do pico dos desdobramentos das viagens e das festas clandestinas durante o carnaval, e com a circulação de uma cepa variante mais transmissível e mais agressiva.

Sobre o toque de recolher que foi adotado por várias cidades de Minas Gerais, o infectologista explica que o assunto já foi abordado em várias reuniões, mas o fechamento do comércio adotado em Belo Horizonte já funciona como medida restritiva e, por isso, ainda não há previsão para a reabertura das atividades.

Acompanhe a entrevista na íntegra.