Quatro dias após suspender as cirurgias eletivas em metade das regiões, o Estado informou que irá ampliar a medida para todo o território mineiro. O avanço da Covid-19, com doentes sendo remanejados por falta de vagas em UTI, é um dos motivos para a decisão que visa a evitar colapso no sistema de saúde. Serão mantidos só os procedimentos em pacientes graves com câncer ou cardíacos.

O impedimento vale por pelo menos 15 dias nas redes pública e privada. Atualmente, Minas tem 811 mil infectados pelo novo coronavírus. As mortes somam 16.903 desde o início da pandemia, em março do ano passado. Conforme a Secretaria de Saúde (SES), os casos da doença aumentaram 3,2% na última semana, e os óbitos, 4,1%.

Segundo o chefe de gabinete da SES, João Pinho, a suspensão tem como objetivo minimizar uma sobrecarga nos hospitais, garantindo o atendimento a quem contraiu Covid-19 e assegurando transferências a outras unidades de saúde, quando necessárias. 

“Vai permitir que a secretaria tenha mobilidade no planejamento estratégico de readequação e redistri-buição de pacientes, equipes médicas e equipamentos para regiões em que a incidência da doença está maior”.

Nessa terça-feira (15), mesmo dia em que o anúncio foi feito, o secretário de Saúde, Carlos Eduardo Amaral, visitou o Triângulo do Norte. Na macrorregião, leitos de terapia intensiva beiram o limite. Das 254 unidades, 235 estão ocupadas – equivalente a 92,5%. 

Uma força-tarefa com profissionais do Estado foi montada. Veículos e aeronaves estão mobilizados para atuar no remanejamento de pacientes. No fim de semana, hospitais de Divinópolis, no Centro-Oeste, receberam nove doentes do Alto Paranaíba e Triângulo. Cinco pessoas foram transferidas de Coromandel e quatro de Monte Carmelo.

No sábado, o prefeito de Monte Carmelo, Paulo Rocha, informou que a cidade já não possuía mais cilindros de oxigênio. Em nota, Estado informou que o fornecimento foi normalizado. 

* Com informações de Rosiane Cunha e Luiz Augusto Barros

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