A Prefeitura de Belo Horizonte definiu, nesta sexta-feira (12), o consórcio que irá executar, via licitação, a terceira fase das obras de controle a inundações na avenida Vilarinho, em Venda Nova. Nessa etapa, serão construídos dois reservatórios com capacidade para reter 230 milhões de litros de água.

Trata-se do consórcio CME, que é composto pelas empresas Conata Engenharia Ltda., Construtora Marins Ltda., e Enterpa Engenharia Ltda. O grupo realizará as obras ao custo de R$ 124.632.054,92 milhões, menor valor ofertado.

Conforme a Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), o consórcio deverá enviar documentos à prefeitura em até dois dias. Se tudo ocorrer com normalidade, a assinatura do contrato deverá ocorrer em 30 dias. Em seguida, inicia-se a obra, que deverá ser entregue em até 36 meses.

 

"A obra tem que ser feita com muito cuidado porque, ao fazer esse depósito, tem que ir protegendo, como se fosse [a construção] de uma estação de metrô. Por isso, dependendo do grau de dificuldade, pode haver uma redução ou ampliação do prazo", informou o secretário Municipal de Obras de Belo Horizonte, Josué Valadão.

Conforme o gestor, as duas células terão escavação de 34 metros de profundidade, o que permitirá a retenção de 115 milhões de litros de água cada um deles.

Solução do problema

Presente na reunião de definição da empresa licitada, o prefeito da capital, Alexandre Kalil (PSD), afirmou que visualiza nessas obras a solução para o problema da chuva. 

"Esperamos que seja a solução. Quem já mexeu com obra, sabe, o Anel Rodoviário foi solução durante muitos anos para o trânsito, de repente não é mais, é problema. Temos que dar o primeiro passo. Tínhamos que dar o primeiro passo", afirmou.

Comitê tripartite

Kalil também comentou o trabalho do comitê tripartite, formado pelas prefeituras de Contagem e BH, além do governo de Minas, para a busca de recursos para obras de enfrentamento às enchentes na avenida Teresa Cristina.

"As conversas estão evoluindo bem. Estamos contando com a boa vontade da Vale, para que encaminhe uma parte desse dinheiro porque envolve BH e Contagem, queremos fazer tripartite com ajuda do Estado, coloque o dinheiro para essas duas grandes cidades", disse.

Segundo Kalil, obras de macrodrenagem, como as que devem ocorrer a partir dos esforços do comitê tripartite, deveriam ter sido iniciadas há muito tempo.

"É obra demorada. Tinha que estar acontecendo 20, 30 anos atrás nessa cidade. Não ligaram para isso. E agora nós estamos dando passos para acabar ou mitigar esse problema que aflige não só a população da cidade como o prefeito de BH", finalizou.

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