O prefeito Alexandre Kalil anunciou que não irá fechar Belo Horizonte de imediato. Porém, medidas restritivas para conter o avanço da Covid-19 na capital podem ser tomadas na próxima semana. A informação foi dada durante coletiva nesta quarta-feira (30). 

Em meio ao avanço da pandemia na cidade, o chefe do Executivo deu sete dias para que as notificações da doença sejam reduzidas. Caso contrário, BH poderá voltar à estaca zero, com apenas serviços essenciais - como hospitais, farmácias e supermercados - em funcionamento. 

“Decidimos esperar para que os números nos digam o que fazer. Estamos dando uma semana para que a cidade abaixe os números. Sabemos que somos um exportador de turista, não um importador. Então, o movimento vai cair. Porém, não teremos o menor receio de fechar”, disse. 

A decisão foi tomada após uma análise final dos impactos das últimas semanas nos indicadores epidemiológicos do município, em reunião entre Kalil e os integrantes do Comitê de Enfrentamento à Covid. 

“Estamos levando essa queda da circulação de veículos e de pessoas no transporte público em consideração. Queremos ter a esperança de que, com essa diminuição e responsabilidade, não tenhamos que sacrificar empregos e empresários, retornando com o fechamento da cidade”, avaliou. 

Segundo o último boletim epidemiológico, divulgado na terça-feira (29), 78,8% dos leitos de terapia intensiva, reservados a pacientes com o novo coronavírus, estão ocupados. A taxa aparece no nível vermelho do gráfico de indicadores de monitoramento da pandemia, em estado de alerta. 

Já a taxa média de transmissão por infectado (Rt) foi reduzida de 0,96 para 0,95 e segue no nível verde, pela segunda vez, desde a primeira quinzena de novembro. O Rt em 0,95 significa que, neste momento, 100 infectados transmitem o vírus, em média, para 95 pessoas. Quando o Rt está abaixo de 1,00, a tendência é uma redução gradual no número de casos da doença confirmados, diariamente.

Medidas em vigor

Após fechamento, em março, o comércio da cidade foi autorizado a retornar, de forma gradual, em agosto de 2020. Desde então, medidas foram tomadas pelo Executivo para tentar frear o avanço da doença, como um decreto municipal que proíbe a venda de bebidas alcoólicas em bares e restaurantes. 

A última medida tomada foi divulgada no dia 18, quando o horário de funcionamento do comércio de rua e shoppings da capital foi ampliado como forma de evitar aglomerações. 

Pandemia em BH

Belo Horizonte contabiliza 62.286 infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia, em março, com 1.846 óbitos.