Uma celebração ajustada às necessidades da pandemia, sem a presença dos milhares de jovens que, há 25 anos, costumam subir a Serra da Piedade para celebrar, na basílica, a Assunção de Nossa Senhora, comemorada neste sábado (15). E com um chamanento claro do arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo. Em sua homilia, ele não só pediu pelas mais de 106 mil vítimas da Covid-19 e pelos que vivem o luto da perda, mas por um pacto pela vida que deixe de lado diferenças de opinião.

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Cerimônia na Serra da Piedade foi restrita

"Daqui, a 1.746m de altura, lançamos nosso olhar sobre o mundo, sobre a sociedade brasileira. Queremos alcançar de modo reverente e consolador as famílias dos mais de 106 mil que partiram, muitos deles jovens. Rezamos pelos que estão enlutados, carregando o peso de perder os seus. Precisamos de um novo ciclo, superando a desastrosa pandemia para vivermos o dom precioso da saúde e construirmos a paz que Deus tanto quer, para a sociedade mundial e brasileira".

Assista à oração de Dom Walmor, divulgada na manhã deste sábado:

 

Para dom Walmor, o momento exige, acima de tudo, a união, para trazer uma reorganização urgente e necessária no cenário brasileiro. "Há muitas coisas que precisam ser contempladas e modificadas em nossa sociedade brasileira. E a meta deve ser muito maior do que isso. Mas estamos equivocados ao acreditar que, colocando-nos entrincheirados em alas, com escolhas que são muito mais ideológicas, político-partidárias, poderemos exercer nosso papel transformador. Agora é hora de um diálogo em que as nossas difrenças se articulem para se tornar riqueza. Se perdermos tempo e força nos enfraquecendo, vamos demorar muito mais para dar passos novos e superar a pandemia de Covid-19 e as outras pandemias. A nova dinâmica da sociedade não virá de uma ou outra pessoa, deste ou daquele partido. Não devemos ser mestres dos outros, dizendo aquilo que pensamos ser a verdade, mas trazer a coragem da vida consoladora àqueles que precisam".