Foram 25 dias de aflição e medo até que o milagre aconteceu: Marco Antônio Marques da Silva, de 41 anos, renasceu. Depois de contrair a Covid-19, ele ficou internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Luxemburgo, região Centro-Sul de Belo Horizonte. Mas, em meio à desesperança, a família acreditava que o caminhoneiro iria vencer mais essa batalha na vida.

“E ele teve a vitória e voltou para casa em 30 de abril”, celebra a manicure Leila Alves Porto da Silva, de 39, esposa de Marco Antônio. O casal, que mora em Contagem, na região metropolitana, tem duas filhas, de 11 e 23 anos.

Ainda não se sabe onde o caminhoneiro foi infectado. Segundo a mulher, o marido esteve no Pará, veio para a capital e, depois, seguiu para o Rio de Janeiro. Foi na volta que ele começou a passar mal, até não conseguir mais respirar e ser internado na madrugada do domingo 5 de abril.

Ao entrar no hospital, já seguiu para a terapia intensiva. “Me ligaram dizendo que as chances não eram boas. O pulmão já não respondia aos aparelhos”, relembra Leila, que diz que o estado de saúde pode ter sido comprometido porque o esposo estava acima do peso – ele não tinha doenças que o enquadravam no grupo de risco, como diabetes e pressão alta.

Mas, em vez do desespero, a família, evangélica, decidiu entregar orações a Deus. “Naquela hora, pedimos ao Senhor que injetasse nele o fôlego de vida.

Clamamos tanto que, no dia seguinte, recebemos outra ligação, dizendo que a situação estava melhorando”, disse a manicure.

Na terapia intensiva foram 20 dias. Depois, o paciente permaneceu mais cinco dias em observação na unidade de saúde. 

Uma semana depois de chegar em casa, Marco Antônio está bem melhor, conta a mulher. Para fortalecer os músculos, por conta do tempo que ficou sem andar, ele faz fisioterapia. “É um renovo, um milagre, uma nova vida”, comemora Leila.

Nunca desistiu
“Apesar do quadro muito grave, nossa equipe nunca desistiu dele”, afirma o médico intensivista Aguinaldo Bicalho Ervilha Junior, que cuidou do caminhoneiro. “Cada vitória é uma celebração da vida”, completa.

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