O Instituto Mário Penna, referência no tratamento de câncer em Minas Gerais, vai inaugurar uma ala específica para atender pacientes diagnosticados com a Covid-19. No Estado, o novo coronavírus fez 2.770 vítimas e matou 106 pessoas em menos de dois meses.

Com o reforço no combate à doença, 60 leitos serão disponibilizados para tratar enfermos com o vírus. Oito respiradores, equipamento essencial para pacientes em estado grave, estarão acessíveis para os pacientes. Com a equipe médica já formada, a unidade passa a funcionar a partir da próxima segunda-feira (11).

A inaguração oficial, que contará com a presença do governador Romeu Zema (Novo), acontece na sexta-feira (8), às 11h. Na ala foram investidos R$ 7,971 milhões, sendo aproximadamente R$ 4 milhões da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). O restante do montante será recurso do Estado.

INSTITUTO MÁRIO PENNA
Ala no terceiro andar, que estava desativada, será destinada para pacientes do novo coronavírus

Ampliação

Apesar da ampliação, o diretor administrativo do Hospital Mário Penna, Marco Antônio Viana Leite, garante que os pacientes com câncer atendidos no instituto não serão prejudicados. Segundo ele, a ala estava desativada.

"Era um espaço que estava fechado e, agora, vamos reabrir os leitos. Somos um hospital que atende 80% SUS e temos um dever social e filantrópico muito grande. E, neste momento de crise sanitária, poderíamos disponibilizar o hospital para atender vítimas da Covid", declarou.

Para não interferir no tratamento dos pacientes com câncer, provisoriamente o ambulatório do Mário Penna foi transferido para o Hospital Luxemburgo. Por ano, a unidade atende cerca de 200 mil doentes de todas as regiões do Estado.

Sob demanda

A ala do Mário Penna não vai funcionar no esquema de "porta aberta". Em caso de sintomas do novo coronavírus, o paciente deve procurar um Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) ou posto de saúde. No instituto, por exemplo, não haverá teste rápido para constatar doença.

Conforme explicou Leite, o Mário Penna vai atender a demanda enviada pelo município. "Vamos trabalhar de acordo com a regulamentação. Não tem interferência de qual paciente ou de onde ele vem. O município é que vai direcionar", explicou.

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