Pelo menos 15 mil pacientes de Belo Horizonte aguardam por cirurgias eletivas. A demanda é maior para ortopedia, ginecologia e cirurgia geral. Quem precisa dos procedimentos ganhou um alento nesta terça-feira (7). O Ministério da Saúde informou que pretende zerar a fila de espera. Para isso, vai disponibilizar R$ 25 milhões de recursos extras aos municípios mineiros - o montante repassado à capital não foi divulgado.

Conforme a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), eram exatas 15.054 pessoas cadastradas na Central de Internação, em dezembro do ano passado. Não é possível estimar por quanto tempo, em média, elas aguardam. Porém, o órgão garantiu que atua em várias frentes para reduzir a espera. 

"Em 2017 foi realizado um recadastramento dos que aguardavam pelas cirurgias. Além disso, a abertura total do Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, em dezembro 2017, contribuiu para ampliar a oferta e reduzir o tempo de espera", informa nota enviada. 

No comunicado, a SMSA diz que, nos últimos três anos, o número de pacientes na fila caiu quase pela metade. "Em dezembro de 2016, eram 29.174 pessoas cadastradas".

Cirurgia-Into-mutirão

Na capital, os procedimentos com maior demanda são ortopedia, ginecologia e cirurgia geral

No Brasil

Além de Minas, todos os outros estados e o Distrito Federal serão beneficiados com o repasse do Ministério da Saúde. O governo federal informou que reservou R$ 250 milhões a mais para aumentar o número de cirurgias eletivas a serem realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os repasses começam a ser feitos já em janeiro para diminuir as filas para 53 tipos de procedimentos.

As cirurgias fazem parte do atendimento diário oferecido à população em hospitais de todo o país e são de média complexidade, mas sem caráter de urgência. Dados registrados no sistema de informação do SUS mostram que, ao longo de 2018, foram realizadas 2,4 milhões de procedimentos do tipo no Brasil. Até outubro do ano passado, 2 milhões de brasileiros foram atendidos. Apesar de informar que pretende zerar a fila de espera, o Ministério da Saúde não estipulou prazo para a meta.

*Com Agência Brasil

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