O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, vai apresentar, na próxima semana, a "caixa preta da BHTrans". Essa era uma das principais promessas de campanha do político, que determinou que as passagens dos coletivos só fossem reajustadas após auditoria na empresa que gerencia o trânsito da capital.

“Hoje tenho uma reunião e na segunda-feira (17) outra para tomar conhecimento dos números e, na quarta ou quinta-feira, a população e a imprensa terão a caixa-preta no colo para olhar, investigar”, declarou.

Questionado sobre a possibilidade de aumento da passagem ainda neste ano, o prefeito afirmou que a decisão será com base nos estudos técnicos, que contam com análise de mais de 40 mil documentos.

O último aumento no preço da tarifa ocorreu em 2016. Em dezembro daquele ano, as prestadoras do serviço chegaram a solicitar à PBH um reajuste de 10,5%, o que elevaria a tarifa de R$ 4,05 para R$ 4,50. Mas, por ordem do Executivo, o acréscimo ficou condicionado à abertura e análise das contas. 

Kalil isentou a si, ao presidente da BHTrans e ao diretor de transporte de qualquer responsabilidade sobre problemas nas contas do transporte público. Para o prefeito, a gestão anterior deveria ser ouvida no caso, porque ele não tem “nada a ver com isso" e não deu "nem um real de aumento”.

Cobradores

Em relação à falta de cobradores nos coletivos da capital mesmo em horários proibidos, Kalil se limitou a dizer que as empresas estão sendo multadas. “Não podemos tratar as empresas como inimigos. São empresários que querem lucro e nós não podemos parar o transporte na terceira capital do país. A gente tem que agir sem demagogia e sem medo”, finalizou.

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