Quando a Praça da Liberdade for reinaugurada, ainda sem data definida pela Prefeitura de Belo Horizonte, muitos visitantes devem ficar com a impressão de que houve uma redução no número de árvores ou que elas estão menos exuberantes do que anteriormente. Após as obras de revitalização, o espaço não oferece mais a mesma quantidade de sombra de anteriormente, mesmo que tenha um número maior de árvores na nova concepção.

Após uma análise técnica, 32 árvores foram suprimidas e substituídas, outras 19 foram acrescidas e nove palmeiras foram plantadas. Todas as outras que foram mantidas tiveram de ser podadas.  

Segundo a presidente do Instituto Estadual de Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), Michele Arroyo, foi feito um levantamento fitosanitário sobre o estado de conservação de todas as árvores da praça e, a partir daí, um plano de mudança que visava a segurança das pessoas e a preservação do projeto arquitetônico.

“Quando iniciamos o projeto na praça, ouvimos pessoas que circulavam por ali no dia a dia e vimos que as questões mais graves eram a conservação do jardim e o medo de queda de galhos e árvores”, afirmou Michele.

Muitas das árvores que podiam parecer exuberantes tiveram que ser retiradas porque, na verdade, estavam afetando a saúde das plantas do local. “A vegetação da praça recebeu uma poda inadequada ao longo dos últimos anos e houve uma sobreposição de sombreamento, que estava prejudicando a iluminação pública e o cuidado com os jardins, já que a sombra intensa afetava as plantas que precisam de sol”.

Assim que foram detectadas as árvores com problemas, elas foram suprimidas pela Prefeitura de Belo Horizonte. Outras árvores, da mesma espécie, foram plantadas, preservando o paisagismo original. Como são espécimes mais jovens, não possuem a mesma folhagem das que foram retiradas. “Acreditamos que, a médio prazo, essas árvores vão trazer um bom sombreamento, mas será um sombreamento adequado e com segurança aos usuários”, diz Michele.

O mesmo plano de manejo que definiu quais árvores seriam removidas e quais seriam replantadas também preparou orientações sobre como deve ser a manutenção da flora da praça. “O plano de manejo será utilizado, a partir de agora, para as podas das árvores. No texto há informações sobre cada galho que deve ser cortado, da forma correta e na época correta, para garantir a exuberância das árvores e garantir a sobreposição sobre os jardins rasteiros e demais canteiros”, completa.

Abertura

A data de reinauguração da Praça da Liberdade ainda não foi divulgada pela Prefeitura de Belo Horizonte, mas os trabalhos referentes ao Iepha já foram concluídos. Há uma possibilidade de que o anúncio seja feito na semana que vem pela administração municipal.

Coube ao Iepha restaurar a estrutura física e artística da praça, enquanto a prefeitura ficou encarregada na nova iluminação e melhorias nas vias do entorno, para facilitar o trânsito de pedestres. A Cemig, responsável pela tradicional iluminação de Natal, já trabalha na colocação das luzes, mas não anunciou o dia em que elas serão ligadas para a população.

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