O número de capivaras na orla da Lagoa da Pampulha, em BH, deve ser estabilizado. Todos os roedores que vivem nas imediações foram esterilizados e receberam microchips, conforme anunciou ontem a prefeitura. Desde 2017, quando foi iniciado o plano de manejo, cerca de R$ 250 mil foram gastos com os trabalhos.

Atualmente, 53 animais estão na área. No primeiro censo, em novembro, eram 65. Porém, 12 morreram antes de serem submetidos aos procedimentos ou após a intervenção veterinária. “Os óbitos podem ter ocorrido naturalmente, por doenças ou por predação de jacarés”, explicou Leonardo Maciel, gerente de Defesa dos Animais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. 

O trabalho é essencial para evitar a proliferação do carrapato-estrela, transmissor da febre maculosa e que tem nos roedores um dos principais hospedeiros. Para atrair as capivaras, armadilhas foram instaladas no entorno da lagoa. Ao serem atraídas, elas eram avaliadas e esterilizadas, além de microchipadas. Depois de catalogadas, foram soltas na região.

Presidente da Fundação de Parques e Zoobotânica, Sérgio Domingos afirma que a iniciativa superou as expectativas. Agora, os esforços continuam no monitorando delas na região, inclusive se haverá migração de animais para lá.

O Parque Ecológico da Pampulha é, segundo a prefeitura, uma das maiores ocupações da espécie na orla 

Febre maculosa

Apesar de as medidas minimizarem os riscos de febre maculosa, o secretário municipal de Meio Ambiente, Mário Werneck, diz que as ações permanentes são fundamentais para coibir a ação do carrapato-estrela. “Ele não foi extinto, é um trabalho contínuo, e temos recursos até o fim da gestão”, garantiu.

“Mesmo assim, ficamos mais seguros, já que a lagoa é, cada vez mais, ambiente para a prática de lazer”, disse a farmacêutica aposentada Taís Viana de Freitas, de 65 anos, frequentadora do local.