Um projeto desenvolvido por universitários da Faculdade Kennedy, em Belo Horizonte, quer estimular atitudes honestas na sociedade.

Desde abril, os estudantes deixam picolés à venda em um freezer instalado na instituição sem que ninguém tome conta. Ao lado do equipamento, é mantida uma urna onde os compradores devem depositar o valor de R$ 2.

O programa “Aluno do Bem” tem por objetivo chamar a atenção para a importância de ações íntegras até quando não há ninguém por perto, além de tornar a comercialização algo simples e prático. 

Do início da ação para cá, os organizadores já fecharam o caixa duas vezes. O “honestômetro” mostrou que 80% pagaram na primeira vez que foi feita a soma do valor na caixinha e o total de picolés consumidos, enquanto na segunda vez o índice chegou a 82%. A meta é alcançar 100% nas próximas contagens.

No período, já foram comercializados mais de mil picolés nos sabores açaí, uva, flocos, chocolate, coco, morango, abacate, leite ninho, amendoim, manga tangerina, abacaxi e limão, dentre outros.

Expansão

Os bons resultados do “Aluno do Bem” farão com que o projeto seja expandido para os campi da Faculdade Promove João Pinheiro, no Centro da capital, e do bairro Prado. 

Nos próximos dias, as instituições lançarão uma grande campanha de conscientização, focada no respeito à diversidade de sexo, etnia, credo, e também com foco na honestidade.

“Queremos estimular as pessoas a se comportarem honestamente em qualquer ocasião”, enfatiza o coordenador do Núcleo de Extensão das faculdades Kennedy e professor de metodologia científica das faculdades Promove nas graduações em Recursos Humanos e Marketing, Elisandro Rosa Pereira.

O professor explica que o projeto “Aluno do Bem” é como um “guarda-chuva”, ‘trabalhando conceitos como o respeito à diversidade e a consciência ambiental”.