A capital mineira tem ao menos 130 usuários de crack cadastrados pela prefeitura. Para atender a esse grupo com um viés de saúde pública, a PBH prepara um plano específico, que deve ser lançado no próximo mês. A situação da cracolândia da cidade foi mostrada na edição dessa quarta-feira (24) do Hoje em Dia.

“Estamos cadastrando todos os usuários. A gente desenhou um projeto, com parceria de várias secretarias. Está organizado em três eixos: um que trata dos espaços urbanos, com foco na prevenção do crime e da violência; outro de proteção social, que é um atendimento conjunto da área social, assistência social, saúde, emprego e renda; e outro eixo é a segurança, com parceria com as polícias Civil e Militar para ações estratégicas em cenas de uso na rua”, explica a diretora de prevenção a crime e violência da Secretaria Municipal de Segurança Urbana e Patrimonial (Smseg), Márcia Alves.

Ela explica que o primeiro local a ser trabalhado pelo plano será a rua Araribá, na esquina com avenida Antônio Carlos (veja foto acima), na Pedreira Prado Lopes, local conhecido como cracolândia de BH.

“É uma ação permanente, não é pontual, como a gente tem visto em outras cidades. Prevê um atendimento cotidiano, de saúde, e também uma atuação com a comunidade, que pode ser grande aliada”, enfatizou.

Redução

Cláudio Beato Filho, secretário da Smseg, e o comandante da Guarda Municipal (GMBH), Rodrigo Sérgio Prates, anunciaram ontem que, no primeiro quadrimestre de 2017 (janeiro a abril), houve uma expressiva queda nos registros de crimes violentos na capital.

A justificativa para a redução é a estratégia conjunta da secretaria, GMBH e das polícias Militar e Civil. Destaque para os casos de homicídios e roubos, com diminuição de 33% e 14%, respectivamente.