O número de dependentes químicos mineiros e de familiares que buscaram ajuda no Centro de Referência Estadual em Álcool e Drogas (Cread) cresceu 17% em 2016, na comparação com 2015. Foram 13.324 contatos nos diferentes canais de atendimento do programa de auxílio do governo de Estado. No ano anterior, tinham sido 11.351. 

O Cread faz um trabalho de acolhimento na luta contra o vício. Quem procura a ajuda tem orientação de psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros. Pode ainda conseguir indicação para internação a partir desse contato. 

Por meio do LigMinas, no número 155, opção 1, usuários de drogas, familiares e público em geral podem obter informações sobre a rede conveniada com o governo do Estado e quais os serviços prestados; a ligação é gratuita e o atendimento, de segunda a sábado, de 7h às 19h 

No ano passado, 5.797 pessoas buscaram o apoio por contato telefônico. Outros 953 participaram de grupos de orientação familiar que mostram como lidar com a situação no convívio doméstico, enquanto outros 4.357 buscaram grupos de mútua ajuda. Para 2.217, a saída encontrada foi o atendimento presencial.

Perfil

Com base nos atendimentos realizados, o Cread traçou um perfil dos dependentes químicos em Minas Gerais. Ao todo, 78,6% dos usuários de álcool e drogas de forma compulsiva iniciaram o consumo entre os 5 e 17 anos. Começaram mais novos, com 5 a 11 anos, 17,8% deles. Quanto ao sexo dos dependentes químicos, os homens estão na liderança, com 86,7% dos casos. As mulheres ficam com os 13,3% restantes. 

Dentre os atendidos, a maior parte tem baixa escolaridade, baixa renda familiar, além de estarem, na grande maioria, desempregados ou em trabalho informal. A maior parte iniciou o consumo de drogas pelo tabaco ou álcool e possui algum familiar usuário ou dependente.

Segundo o superintendente de Acolhimento Integral ao Usuário de Drogas, da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), Lucas Israel, a maioria das pessoas que busca o centro de referência faz isso por iniciativa própria.

Tratamento

Em casos mais avançados de dependência, pode haver a necessidade de um tratamento mais intenso, ao invés de apenas consultas psicológicas. Para esses casos, atualmente, 23 instituições e comunidades terapêuticas conveniadas da Secretaria de Políticas Sobre Drogas (Supod), da Sesp, disponibilizam 1.140 vagas por mês em três tipos de modalidade: ambulatorial, permanência no dia e abrigo.