Seis integrantes da Torcida Organizada Galoucura, envolvidos na morte do torcedor cruzeirese Otávio Fernandes, em novembro de 2010, tiveram o julgamento marcado para o dia 13 de novembro deste ano. Em março deste ano, a Justiça já havia definido que eles iram à juri popular. A informação foi confirmada pelo promotor do caso, Francisco Santiago.

Serão julgados Cláudio Henrique Souza Araújo, o Macalé, Marcos Vinícius Oliveira de Melo, o Vinicinpor homicídio qualificado, tentativa de homicídio e formação de quadrilha. João Paulo Celestino Souza por homicídio qualificado e formação de quadrilha. Estes primeiros aguaram na prisão. Já Carlos Eduardo Vieira dos Santos, Josimar Junior de Sousa Barros e Windsor Luciado Duarte Serafim respondem por por formação de quadrilha, em liberdade.

“Não há imagens deles e nem relatos de testemunhas que comprovem a presença deles no caso. Por isso acredito que todos serão absolvidos. Vai ser um júri técnico. Eu que pedi para adiantarem a data desses julgamentos”, disse Dino Miraglia, advogado de defesa dos seis réus.

O presidente da organizada Roberto Augusto Pereira, o Bocão, e o vice-presidente, Willian Tomaz Palumbo, o Ferrugem, e Diego Alves Ribeiro, foram pronunciados por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e formação de quadrilha. Já Matheus Felipe Magalhães vai à juri popular por homicídio qualificado e formação de quadrilha. Eles aguaram na prisão.

Eduardo Douglas Ribeiro Junior, Wellerson Tadeu Gomes, responderão por formação de quadrilha. Como não respondem por crime doloso, aguardam o julgamento em liberdade.

O promotor Francisco Santiago afirma que espera a condenação de todos.

O crime

No dia 27 de novembro de 2010, Otávio e outros torcedores do Cruzeiro foram cercados por integrantes da Galoucura, na avenida Nossa Senhora do Carmo, no bairro São Pedro, Região Centro-sul de Belo Horizonte. Os cruzeirenses conseguiram correr, mas Otávio foi espancado até a morte por, pelo menos, 12 atleticanos. Acontecia um evento de luta livre em uma casa que fica próximo ao local do assassinato.

Câmeras de vigilância registraram o fato e a crueldade dos torcedores alvinegros.