Responsável por 70% dos tratamentos de novos casos de câncer em pacientes da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e 20% em todo o Estado, o Instituto Mário Penna prepara para o segundo semestre deste ano a instalação de um equipamento que permite detectar a doença em estágio inicial. O aparelho, que ficará no Hospital Luxemburgo, região Centro-Sul da capital mineira, é o PET-CT e será o primeiro disponibilizado a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em Minas Gerais.

 

R$ 3.500 é valor médio que o paciente paga por um exame pelo PET-CT em unidades de saúde particulares no Estado

O equipamento é o mais moderno no mundo para o diagnóstico do câncer, sendo capaz de “casar” as imagens geradas pelos exames de ressonância e tomografia. O exame, que permite o controle mais efetivo da doença, é recomendado pelo médico já a partir da suspeita de tumor.

“A descoberta precoce da doença é essencial para um tratamento mais eficaz e curativo, aumentando em 95% as chances de cura”, observa Alexandre Faria, superintendente comercial do instituto.

De acordo com ele, nos próximos meses também serão instalados no Hospital Luxemburgo novos tomógrafos e equipamentos de ressonância magnética. “Os investimentos só foram possíveis por meio das doações ao Instituto Mário Penna”, destacou.

Ajuda

Cerca de 40 mil pessoas são atendidas mensalmente pelos hospitais Mário Penna e Luxemburgo, a Casa de Apoio Beatriz Ferraz e o Centro de Pesquisas Mário Penna – que compõem o instituto. Em 2015, foram arrecadados R$ 35 milhões em doações para a manutenção das atividades dessas unidades.

A meta para este ano é aumentar em 8% esse número. De janeiro a junho, foram angariados cerca de R$ 20 milhões. Ao todo, 300 mil pessoas em Minas contribuem mensalmente para o instituto por meio de débito automático nas contas de telefone e luz. Também há doações por meio do troco solidário, recurso oferecido em estabelecimentos comerciais parceiros.

De acordo com o o presidente do Instituto Mário Penna, Paulo Araújo, apesar do repasse anual de R$ 60 milhões do SUS e das parcerias com órgãos públicos e empresas privadas, o montante arrecadado não cobre o orçamento que hoje está na casa dos R$ 170 milhões, montante previsto para este ano. “As doações são essenciais para fechar as contas”. 

Do total de arrecadações, 75% são destinados ao Hospital Luxemburgo. “A unidade fecharia as portas sem as doações de pessoas físicas. Por isso é importante a transparência na prestação de contas. A população deve saber que pode confiar no Instituto Mário Penna”, observa Araújo.

R$ 14,5 milhões é o investimento do Instituto Mário Penna com o novo equipamento, que estará disponível no segundo semestre