Pelo menos cinco bairros de Ibirité, na Grande BH, estão sem água há quase uma semana. Moradores reclamam de descaso e afirmam que a região é castigada frequentemente com o corte do fornecimento.

Nesta quinta-feira (13), manifestantes fecharam as ruas e atearam fogo em galhos, impedindo a circulação de ônibus e de pedestres. Segundo eles, o problema vem acontecendo há pelo menos quatro meses.

Nas torneiras da dona de casa Clemilda Xavier Alves, de 46 anos, não havia sinal de água nesta quinta). O pouco que sobrou na caixa d’água foi distribuído em pequenas garrafas e a prioridade do uso, segundo ela, era dos netos, de dois anos e de três meses.
“As roupas e as vasilhas estão sujas e, nesse calor, estamos tendo de ratear a água que bebemos. A preferência é sempre das crianças”, contou.
Clemilda mora no bairro Piratininga e disse que o problema é comum na região. “Todo fim de semana e feriado ficamos na seca”.

Revolta

Revoltados com a situação, moradores dos bairros Palmares A e B atearam fogo em galhos e bloquearam a passagem das ruas. Passageiros e motoristas dos ônibus foram impedidos de passar. Com a manifestação, as linhas 1100, 1191 e 1290 ficaram uma parte do dia sem circular. “Quando o tumulto começou o ônibus estava cheio e as pessoas não puderam seguir viagem”, disse o motorista José Eduardo da Silva.

Os bairros Durval de Barros e Serra Dourada também tiveram a água interrompida. A Copasa informou que o fornecimento na região está intermitente desde a última terça-feira e não ausente há cinco dias, como denunciaram os moradores.

Por meio da sua assessoria, a Copasa divulgou nota informando que está trabalhando para colocar em operação a ampliação de distribuição do reservatório do Jardim Riacho, em Ibirité.

O objetivo é que a capacidade de armazenamento seja aumentada para 1,5 milhão de litros, melhorando o abastecimento das regiões mais altas. Segundo a Copasa, o abastecimento está sendo reforçado por meio de  caminhões-pipa e vai ser assim até que o problema seja solucionado.

A falta d’água na região está sendo causada pela elevação da temperatura, que aumentou o consumo e dificultou o fornecimento nas partes mais altas.